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A vez de Griezmann no prêmio da Fifa. O que o francês fez a mais que Neymar

9 de Janeiro de 2017 10:17
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A vez de Griezmann no prêmio da Fifa. O que o francês fez a mais que Neymar

Cristiano Ronaldo e Messi se revezam como os melhores do mundo desde 2008, mas em algum momento no futuro não conseguirão mais sustentar o antagonismo mais famoso do futebol moderno. Na geração imediatamente abaixo, Neymar e Antoine Griezmann despontam como principais candidatos a sucessores, mas 2016 terminou com o francês adiante do brasileiro na escolta dos dois supercraques. Uma flagrante vantagem, construída com gols, decisões e alguns outros elementos.

Griezmann estreia nesta segunda-feira como finalista do prêmio da Fifa para o melhor do mundo, ao lado de Cristiano e Messi, assumindo pontualmente o papel de "número 3" – figura que experimenta um rodízio há quase uma década, com Torres, Xavi, Iniesta, Ribéry, Neuer e Neymar. Assim como os antecessores, o francês surge como azarão, diante do ainda inabalável favoritismo da dupla de Real e Barça.

Em 2016, Griezmann e Neymar se enfrentaram nas quartas de final da Liga dos Campeões. O Barcelona ganhou o jogo de ida em casa, por 2 a 1, mas na volta brilhou a estrela do atacante do Atlético. O francês marcou duas vezes na vitória por 2 a 0 em Madri (de cabeça e de pênalti) e levou sua equipe adiante na competição – frustrando a temporada europeia do time do trio MSN.

Neymar foi para a Europa em 2013 sabendo que, num primeiro momento, seria um coadjuvante na companhia de Messi. Mas, depois de um ótimo ano em 2015, o atacante não só se afastou do protagonismo, como acabou caindo dentro da hierarquia do próprio time. Luis Suárez marcou mais que o dobro de gols do brasileiro em 2016 (51 a 25) e ocupou o posto de segundo melhor do time.

Já em Madri, o Atlético continua impressionando as forças do continente, graças ao trabalho bem-sucedido do técnico Diego Simeone, erguido em torno de uma organização coletiva quase impecável. Mas a individualidade de Griezmann foi preponderante para a equipe a seguir no topo e voltar à decisão da Champions League.

O último ano foi o segundo pior da carreira de Neymar no ofício de artilheiro. O jogador do Barcelona marcou apenas 25 gols (somente em 2009 registrou um número inferior). Griezmann, por sua vez, anotou 37 vezes, jogando como principal referência de ataque por uma equipe menos goleadora que as principais adversárias.

Messi foi o principal goleador do ano, com 59 bolas nas redes. Em seguida apareceram Cristiano Ronaldo (54) e Luis Suárez (51).

O ídolo brasileiro triunfou com a seleção sub-23 nos Jogos do Rio de Janeiro, conquistando o inédito ouro olímpico. No entanto, Griezmann esteve presente nas finais mais cobiçadas do ano. Primeiro, o francês atuou com o Atlético de Madri na decisão da Liga dos Campeões, com derrota nos pênaltis para o Real Madrid, em Milão (o atacante perdeu uma cobrança durante o tempo normal).

Semanas depois, Griezmann foi o grande nome da França na disputa da Eurocopa. O atacante levou sua seleção à decisão após marcar duas vezes contra a Alemanha, na semifinal. Mas, no jogo do título, acabou no "quase" mais uma vez, com derrota para Portugal na prorrogação.

O paralelo da Euro do outro lado do Atlântico é a Copa América, competição que Neymar (e a CBF) decidiu não disputar, em nome da preferência à presença nos Jogos do Rio. Então coube a Messi ir à final deste torneio.

Se destacar numa liga nacional que tem Barcelona e Real Madrid não é fácil. O Atlético de Madri terminou na 3ª colocação do último Espanhol, apenas 3 pontos abaixo do Barça, campeão da temporada. Com seu time presente na disputa pelo título, Antoine Griezmann acabou eleito o melhor jogador do campeonato, superando as estrelas dos rivais mais poderosos.

Apesar do vice-campeonato, Griezmann também foi escolhido o melhor jogador da Eurocopa, disputada dentro de seu país. O jovem começou o torneio abaixo da expectativa, mas melhorou após ser deslocado para atuar como segundo atacante, ao lado de Giroud. O jogador fez dois gols contra a Irlanda nas oitavas, ofereceu duas assistências contra a Islândia nas quartas, e finalmente balançou as redes duas vezes contra a Alemanha na semifinal.

Já no prêmio da Bola de Ouro da revista France Football, prévia para o pleito da Fifa nesta segunda-feira, o francês acabou com a 3ª colocação, atrás do vencedor Cristiano Ronaldo e de Messi. Neymar ficou em 5º lugar.

Em dezembro passado Griezmann foi eleito o melhor jogador francês de 2016, pela revista France Football, superando Paul Pogba, Dimitri Payet e Karim Benzema. Apesar da badalada transferência de Pogba para o Manchester United por 110 milhões de euros, o atacante do Atlético de Madri terminou o ano com a reputação de principal nome de seu país na atualidade.

Por aqui, Neymar segue com o prestígio de principal jogador do país, mas em 2016 seu desempenho foi colocado em comparação direta com outros dois compatriotas. Destaque do Liverpool, o meia Philippe Coutinho foi eleito o melhor jogador brasileiro na Europa no ano, no pleito da Associação Francesa Sambafoot, em prêmio existente desde 2008.

De quebra, Neymar ainda marcou menos do que Gabriel Jesus na temporada – 26 gols a 25, contando desempenho por clube e seleção. O novo reforço do Manchester City ainda fechou o ano como o símbolo da ascensão da seleção nas eliminatórias. O ex-palmeirense anotou cinco vezes em seis vitórias seguidas no torneio e virou o artilheiro isolado da "era Tite" na equipe nacional.

Fonte: esporte.uol.com.br

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