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Bolívia coloca em dúvida caso de argentina resgatada após 32 anos

27 de Dezembro de 2018 17:55
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Bolívia coloca em dúvida caso de argentina resgatada após 32 anos

Ministro diz que ainda não é possível confirmar se mulher foi vítima de tráfico sexual

Segundo as informações iniciais, divulgada pelo jornal Clarín, a mulher seria uma argentina de Mar del Plata que foi sequestrada em 1987 aos 13 anos --atualmente ela tem 45-- e levada para um prostíbulo na Bolívia por traficantes de seres humanos. Seu nome não foi revelado.

Em 2014 a Argentina reabriu o caso e em 2017 os investigadores receberam uma denúncia anônima de que a mulher trabalhava no mercado central de Bermejo, cidade boliviana que faz fronteira com a província de Salta, na Argentina.

Com isso foi montada uma força-tarefa para investigar o assunto entre a Gendarmaria argentina e a Força Especial de Luta contra o Crime da Polícia boliviana.

Na semana passada este grupo realizou uma operação conjunta para resgatar a mulher e uma criança de nove anos que seria seu filho. Segundo o Clarín, os dois voltaram para a Argentina no sábado (22) e puderam passar o natal com a família em Mar del Plata depois de 32 anos.

Mas o governo boliviano colocou em dúvida essa versão e afirmou que é muito cedo para saber o que de fato ocorreu.

“A polícia nacional (da Bolívia) está lidando com a hipótese de que não é um caso de tráfico”, disse o ministro de Governo do país, Carlos Romero, em entrevista coletiva.

De acordo com ele, há dúvidas sobre os detalhes do caso porque a mulher possuía documentos bolivianos e trabalhava normalmente no mercado de Bermejo. “Nunca se registrou uma denúncia ou indício de atividade suspeita”, disse ele.

O ministro também afirmou que a Bolívia nunca recebeu nenhuma denúncia do crime e que o país está trabalhando com as autoridades argentinas para tentar esclarecer o que aconteceu.

Segundo o Clarín, ela foi sequestrada por um boliviano de cerca de 50 anos que namorava sua irmã mais velha, que também foi levada para o prostíbulo, mas conseguiu fugir três meses depois.

Ao regressar, ela denunciou o caso, mas não soube indicar o local exato do cativeiro, onde sua irmã ainda estava.

O governo argentino ainda não se manifestou oficialmente sobre o assunto e não comentou as declarações do ministro boliviano.

Fonte: 1.folha.uol.com.br

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