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Ceni lamenta: 'Foi o jogo em que mais criamos chances neste Brasileiro'

18 de Junho de 2017 23:05
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Ceni lamenta: 'Foi o jogo em que mais criamos chances neste Brasileiro'

Técnico se recusa a avaliar o São Paulo pelos últimos minutos da derrota para Atlético-MG, no Morumbi, e diz que o time já conseguiu vitórias com atuações piores no campeonato

"Fizemos um bom jogo." Foi assim que Rogério Ceni começou sua entrevista coletiva, logo depois da derrota por 2 a 1 para o Atlético-MG, no Morumbi, neste domingo. O técnico se recusa a avaliar o São Paulo apenas pelo desempenho logo depois de levar o gol de Rafael Moura, já aos 37 minutos do segundo tempo, e só não aprovou a eficiência nas finalizações.

- O Atlético-MG é um bom time, mas cedeu muitas oportunidades. Foi o jogo em que tivemos mais chances no Brasileiro, e foram as melhores chances do jogo, no meu entendimento. Infelizmente, não ganhamos. Parecia que venceríamos e não aconteceu - lamentou o treinador, lembrando que, com 46 segundos de segundo tempo, o time empatou o jogo com Marcinho e viveu seu melhor momento no jogo.

- Tivemos chances de frente para o gol. Fizemos o gol com menos de um minuto, pressionamos e criamos. O importante é criar a oportunidade de sair na frente, ter força mental para virar e criar. Tivemos tudo isso, mas não tivemos felicidade para fazer o gol.

Até este domingo, o São Paulo acumulava 100% de aproveitamento em casa, com vitórias por 2 a 0 sobre Avaí, Palmeiras e Vitória. Apesar da derrota diante do Galo, mesmo sofrendo gol de Cazares logo aos sete minutos de jogo, Rogério Ceni acredita que o time teve até maturidade dentro da partida, exatamente por ter criado oportunidades.

- Confiança é fundamental, e o time tem. Quem cria tantas chances tem confiança. Um erro no fim não demonstra falta de confiança. Lógico que, depois do gol, você cai um pouco no nível de concentração e confiança. Mas não posso analisar o jogo pelos últimos dez minutos. Nos 80 minutos antes de sofrer o gol, o comportamento foi bem diferente.

Não vi a declaração do Lucão. Lamento que dê esse tipo de declaração, porque vaias e aplausos são do jogo. Ele é um patrimônio do clube. Prefiro ver as palavras que usou para me aprofundar, mas é sempre ruim ser vaiado, só que você precisa ter a cabeça no lugar para não se arrepender de sua declaração. Sou de uma época que, independentemente de vaias e aplausos, é sempre muito importante jogar pelo São Paulo. Gostaria que ele valorizasse essa oportunidade especial. Que reflita e pense bem no que disse.

Não é problema técnico. Pode ter influência do psicológico, mas a responsabilidade é minha por escolher peças e como jogam. Como não fizemos grandes jogos e fizemos, hoje tivemos boas oportunidades de virar e não conseguimos. Erros são do jogo e a responsabilidade é minha.

Confio em todos, senão não escalava. Mas não é porque você errou um dia que vai largar, não é assim que funciona na profissão.

Cícero fez um bom jogo hoje. Wellington Nem não foi tão bem e, por isso, fizemos alteração. E não foi por isso que perdemos. Cícero rendeu bem e Wellington Nem, nem tanto.

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Já falei tudo que podia sobre ele. Lucão vinha fazendo um bom jogo, com confiança, deu bons dribles. Na hora da troca, com dois zagueiros, achei Militão mais cansado e Lucão mais firme. Não sei se estou enganado, mas acho que não tinham vaiado Lucão antes do segundo gol do Atlético-MG. Ele vinha firme, fazendo bom jogo, mas traçam paralelo do jogo inteiro a partir de um erro nos minutos finais. Aí vem a declaração, tudo em cima do erro nos últimos minutos. Precisa ter calma e ele refletir. Mas não adianta insistir e nem quero mais falar disso porque não vi exatamente o que ele falou.

Futebol é um esporte coletivo. Coloco erros no conjunto. Ninguém ganha nem perde sozinho. No futebol, os 11 precisam se ajudar e se dar força em campo. Os erros sempre são coletivos.

Conto com Lugano até o dia 30. Já me manifestei sobre a situação. Conto com ele como atleta e líder do grupo, tenho nele que, se precisar colocá-lo no próximo jogo, tenho certeza de que está preparado. Não é porque contrato está acabando que não vou colocá-lo. Ele é muito profissional, sempre bem condicionado, trabalhando, só questões físicas da idade. Mas não tenho conhecimento de avanço nas negociações.

Nosso aproveitamento é baixo. Mas o São Paulo vai brigar por cada 90 minutos para vencer. Se tivesse ganhado hoje, estaria na zona da Libertadores. E criou, de fato, chances para vencer. Se tivesse vencido, perguntariam se estamos brigando por título. Não posso analisar o campeonato todo pelos últimos oito minutos de um jogo em que tivemos chances.

Confiança é fundamental, e o time tem. Quem cria tantas chances tem confiança. Um erro no fim não demonstra falta de confiança. Lógico que, depois do gol, você cai um pouco no nível de concentração e confiança. Mas não posso analisar o jogo pelos últimos dez minutos. Nos 80 minutos antes de sofrer o gol, o comportamento foi bem diferente.

Todas as equipes têm alternâncias em uma partida, sofrendo pressão, arriscando, ficando mais defensivo, é da imposição sua ou do adversário. São movimentos naturais. Exceto os últimos dez minutos, vi que meu time teve as melhores chances. O que me incomoda é ter perdido o jogo. Tivemos chances para vencer e não conseguimos.

O Lugano é parte de um sistema. Tem outros jogadores na reserva. Além dele, tem outros 17 que ficaram fora. Tínhamos cinco zagueiros para o jogo. Rodrigo Caio voltou com dor, treinou cinco minutos e, à noite, estava sentindo incômodo, fez ressonância e tive a notícia ontem que não jogaria. Lugano joga centralizado com três zagueiros, não posso colocá-lo para enfrentar o Robinho. O Maicon também é bom jogador, Lugano é grande jogador, e tenho que optar. Tinha um jogador contra o Sport na ala direita, com Marcinho. Hoje tive muitos na função que voltaram sem condições de 90 minutos. Gilberto fez 12 gols no ano e está no banco. Queria vê-lo mais, mas não costumo jogar com dois camisas 9 e não lembro no futebol moderno um time que joga assim. E não posso tirar o Pratto. Entendo o torcedor. Se vitória viesse, talvez não pediriam nomes.

Partida tradicionalmente difícil. Mas temos de buscar esses pontos lá. Hoje, o Atlético-MG cedeu muitas oportunidades, foi o jogo em que tivemos mais chances no Brasileiro, e, infelizmente, não ganhamos. Isso traz pressão para ganhar um jogo que, na história, o São Paulo não traz vitórias na Arena da Baixada. Hoje, parecia que venceríamos e não aconteceu. Agora é buscar o resultado fora de casa.

O desgaste impacta, você não tem os jogadores na mesma condição se tivessem 24h a mais de descanso. No Brasileiro, você joga domingo e quarta em junho e, depois, em julho, só de domingo. Você incha o elenco para um mês e tem jogadores demais para o outro. Poucos clubes têm dois jogadores de qualidade em cada posição e, com jogadores mais velhos, você sofre um pouco mais.

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Fonte: terra.com.br

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