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Conselho de Segurança reforça sanções à Coreia do Norte

12 de Setembro de 2017 04:07
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Conselho de Segurança reforça sanções à Coreia do Norte

Sanções propostas pelos EUA interditam as exportações têxteis e reduzem o abastecimento em petróleo e gás a Pyongyang

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou esta terça-feira por unanimidade um novo conjunto de sanções, proposto pelos EUA, interditando as exportações têxteis e reduzindo o seu abastecimento em petróleo e gás.

Esta oitava série de sanções, apoiada pela China e Federação Russa, que são os apoios mais próximos da Coreia do Norte, visa punir este país pelo seu ensaio nuclear em 3 de setembro.

Com as sanções, cada vez mais severas, a ONU pretende forçar os dirigentes de Pyongyang a negociar os seus programas de armamento nuclear e convencional, considerados ameaçadores para a estabilidade mundial.

Entretanto, a China já veio apelar ao diálogo para resolver a questão nuclear norte-coreana. Segundo o porta-voz do governo chinês, Geng Shuang, a única saída para a crise é o diálogo, urgindo todas as partes envolvidas a "assumir a sua responsabilidade", já que "uma solução militar não levará lado nenhum".

O porta-voz chinês apelou aos Estados Unidos e Coreia do Sul para que "evitem ações que compliquem mais a situação" e afirmou que Pyongyang deve "travar o seu programa de desenvolvimento de armas nucleares e de misseis".

Geng Shuang insistiu na proposta chinesa de suspender o programa nuclear da Coreia do Norte em troca do fim das manobras militares dos Estados Unidos na Coreia do Sul.

Pequim é o principal aliado e maior parceiro comercial de Pyongyang. Cerca de 80% das importações norte-coreanas de petróleo são oriundas do país vizinho.

Com o apoio da Rússia, que tem também direito de veto no Conselho de Segurança, a China conseguiu suavizar as sanções inicialmente propostas pelos EUA, que queriam uma proibição total de venda de crude, produtos petrolíferos refinados e gás à Coreia do Norte.

Geng Shuang insistiu também na "firme oposição" chinesa à instalação do escudo antimísseis norte-americano THAAD na Coreia do Sul, por "colocar em perigo a segurança estratégica da China e de outros países na região".

Fonte: expresso.sapo.pt

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