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Funcionários de portos estão entre os presos em operação da PF

10 de Outubro de 2017 14:37
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Funcionários de portos estão entre os presos em operação da PF

Motoristas responsáveis pelo transporte de contêineres, despachantes aduaneiros, funcionários dos portos, pessoas que trabalhavam em galpões onde as drogas eram enxertadas na carga lícita, e os chamados empresários do tráfico — com alto poder aquisitivo, foram presos nas operações Oceano Branco e Contentor. As quadrilhas de Santa Catarina tinham contatos em outros estados, inclusive no exterior.

Entre os bens e imóveis sequestrados, que pertenciam aos investigados, está uma revendedora de automóveis e uma imobiliária de Joinville. Entre os presos há pelo menos quatro proprietários de empresas. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados pela polícia.

A investigação partiu do acionamento de instituição pública da Dinamarca, na Europa, que apreendeu grandes quantidades de cocaína em julho de 2015. A droga havia partido do Brasil. Foi aí que a polícia descobriu que haviam organizações criminosas embarcando drogas nos portos de Itapoá, Navegantes e Itajaí. Pelo menos seis operações foram realizadas em SC e outras seis em países da Europa (Bélgica, França, Itália e Espanha). A investigação descobriu ainda que a droga também era distribuída no México e no Canadá.

Segundo a PF, as drogas chegavam em Santa Catarina por transporte aéreo. A cocaína que vinha de países vizinhos, como a Bolívia, era desembarcada em um aeroclube em de São Francisco do Sul, no Norte do Estado. A droga era inserida em cargas legais que eram desviadas das rotas com ajuda dos motoristas dos caminhões. A transferência da droga para as cargas ocorria em galpões do grupo investigado.

O patrimônio de dois chefes das organizações, que são os principais alvos, gira em torno de R$ 150 milhões. Segundo a PF, as exportadoras não tinham conhecimento do esquema.

Quase 500 policiais cumpriram 104 mandados de busca e apreensão, 45 mandados de prisão preventiva, 15 de prisão temporária, 12 conduções coercitivas e diversos sequestros de bens móveis e imóveis, além do bloqueio de contas bancárias, em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Pernambuco, Paraíba e Rio de Janeiro.

Leia também: Carreta é apreendida com 2,4 toneladas de maconha na rodovia MS-156

Fonte: dc.clicrbs.com.br

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