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Indústria de Americana tem maior número de demissões em nove meses desde 2015

31 de Outubro de 2018 21:10
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Ainda segundo o órgão estadual, no acumulado dos últimos 12 meses, Americana registrou fechamento de 3,6 mil vagas, o que equivale a uma variação negativa de 9,96%. O balanço de setembro também foi negativo, com fechamento de 150 postos de trabalho. Confira, no gráfico abaixo, todos os índices de emprego na indústria de janeiro a setembro desde 2015.

O setor que mais contribuiu para o fechamento de 1,8 mil postos de trabalho durante o ano em Americana foi o de produtos têxteis (13,49%), seguido de máquinas e equipamentos (9,49%), produtos de metal (6,25%), produtos diversos (4%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (2,36%).

Já a área que mais favoreceu as 3,6 mil demissões do acumulado dos últimos 12 meses também foi produtos têxteis (19,15%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (14,16%), máquinas e equipamentos (12,93%), além de produtos de metal (9,64%) e produtos de borracha e material plástico 4,76%).

Por outro lado, os setores de produtos de madeira e veículos automotores e autopeças cresceram 50% e 12,05% em 12 meses, de acordo com o balanço do Ciesp.

O economista e professor da PUC-Campinas Roberto Brito de Carvalho informou ao G1 que existem duas razões para o alto número de demissões em Americana. Uma delas é a questão estrutural da cidade, muito amparada na indústria têxtil. Segundo ele, a falta de renda do brasileiro e a diminuição da produção tornaram o setor menos ativo do que antes da crise econômica.

Além disso, o especialista afirmou que comércio de têxteis no Brasil se dá principalmente pela importação de produtos da China. O movimento causa um processo de desindustrialização no Brasil por conta da incapacidade das empresas de competir com os preços, o que faz a indústria nacional interromper a produção.

A regional de Americana do Ciesp ainda contempla os municípios de Nova Odessa (SP) e Cosmópolis (SP).

Fonte: g1.globo.com

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