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Italianos em Portugal disseram Sim no referendo constitucional

5 de Dezembro de 2016 14:53
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Dos 5415 inscritos em Portugal, votaram 2343 (43,26%). O Sim venceu com 53,86%, contra 46,14%.

Se só tivessem votado os italianos no estrangeiro, o Sim teria vencido no referendo constitucional de domingo. Dos quatro milhões de eleitores no estrangeiro, 64,7% votaram a favor das alterações à Constituição propostas pelo primeiro-ministro Matteo Renzi. 35,3% votaram Não. A participação foi de 30,74%.

Os italianos em Portugal seguiram essa tendência. Dos 5415 inscritos, votaram 43,26%, tendo o Sim vencido com 53,86%, contra 46,14% para o Não.

Apurados todos os votos, em Itália e no estrangeiro, a vitória do Não foi inequívoca, com 59,11% dos boletins. A reforma do chefe do Governo foi apoiada por 40,89% dos eleitores que foram votar.

Faltava pouco mais de uma hora para o fecho das urnas em Itália, às 23.00 (22.00 em Lisboa), quando fontes do gabinete do primeiro-ministro informaram os media de que Matteo Renzi ia falar à meia-noite. Para muitos, era um sinal claro de que as sondagens à boca das urnas iriam ser desfavoráveis ao chefe de governo e que a ameaça de demitir-se feita durante a campanha ia ser cumprida quando ainda estivessem a ser contados os votos. Os números das sondagens comprovaram-no e a realidade podia ainda ser pior: com 90% das urnas de voto contadas o não ia nos 59,7%.

"Vamos embora sem remorsos. A experiência do meu governo termina aqui", afirmou Matteo Renzi numa intervenção ao povo italiano a partir do Palácio Chigi. Esta tarde, Renzi entrega oficialmente a demissão ao presidente Sergio Mattarella.

No poder desde fevereiro de 2014, Renzi, de 41 anos, prometera demitir-se em caso de vitória do Não, tendo depois recuado, reconhecendo que era um erro personalizar um escrutínio que aos poucos acabou, no entanto, por se transformar num plebiscito à sua governação.

Com esta reforma, o primeiro-ministro esperava reduzir os poderes do Senado (atualmente o sistema italiano é um bicameralismo perfeito, no qual senadores e deputados têm a mesma força), além de acabar com a sobreposição de poderes a nível regional. Mas, para muitos eleitores, transformou-se num plebiscito ao governo de Renzi, especialmente depois de o próprio dizer que se demitiria em caso de derrota. Toda a oposição (e alguns membros do próprio partido) estava contra a reforma.

A demissão de Renzi e a incerteza política que esta supõe é o pior cenário para a Europa, que além do contágio económico teme que a eventual realização de novas eleições possa significar a vitória dos populismos em Itália - não só o Movimento 5 Estrelas do ex-humorista Beppe Grillo (que defende um referendo para a saída do euro), mas também a Liga Norte (anti-imigração e antieuropeu).

Fonte: dn.pt

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