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Juiz canadense concede liberdade condicional a executiva da Huawei

11 de Dezembro de 2018 23:50
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Juiz canadense concede liberdade condicional a executiva da Huawei

Depois de 10 dias, Meng Wanzhou pode aguardar extradição em liberdade

O juiz William Ehrcke concedeu, nesta terça-feira (11), liberdade condicional a Meng Wanzhou, 46, vice-presidente financeira da Huawei, sob a garantia do pagamento de uma fiança de 10 milhões de dólares canadenses (R$ 29 milhões).

Meng, que também é filha do fundador da gigante de tecnologia, foi detida por autoridades canadenses no aeroporto de Vancouver dia 1º de dezembro, uma ordem dos Estados Unidos.

O governo americano alega que a fabricante de smartphones e maior fornecedora de equipamentos de rede de telecomunicações enganou bancos multinacionais sobre transações ao Irã, violando as regras de sanção ao país.

​Com a decisão, a executiva deve permanecer em uma de suas casas em Vancouver. A condição para a liberdade condicional inclui a entrega de passaportes e o uso de uma tornozeleira com GPS.

Meng aguarda uma possível extradição para os Estados Unidos. Seu advogado, David Martin, argumentou que ela deveria ser libertada sob fiança enquanto aguarda pela próxima audiência. Meng tem hipertensão e chegou a ser hospitalizada após a prisão.

O caso acentuou a tensão entre Washington e Pequim, que estão em uma longa guerra comercial.

No domingo (9), o Ministério de Relações Exteriores da China convocou o embaixador americano da capital para expressar “forte protesto” contra a prisão e exigir a libertação da empresária.

Além da suposta violação das sanções contra o Irã, agências de inteligência dos EUA suspeitam que a Huawei facilite a espionagem governamental da China. Nenhuma evidência já foi apresentada publicamente.

O caso não apresenta relação explícita com o da Huawei, embora analistas tenham previsto retaliações de Pequim.

Antes da prisão da executiva, o governo Trump já havia iniciado uma campanha com outros países, como Alemanha, Itália e Japão, para restringir a atuação da empresa de tecnologia. Além do Irã, a companhia ainda é investigada por violar controles comerciais americanos em Cuba, Sudão e Síria.

Fonte: 1.folha.uol.com.br

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