Receba atualizações de notícias ao minuto sobre os temas mais quentes com a NewsHub. Instale já.

Léo Pinheiro faz acusações sobre Lula em depoimento a Sérgio Moro

21 de Abril de 2017 03:39
19 0

O ex-presidente da OAS falou durante quase três horas. Ele confirmou as suspeitas dos procuradores sobre o triplex do Guarujá.

Um dos maiores amigos de Lula no mundo empresarial, que inclusive apelidara o ex-presidente Lula, para não expô-lo, de "Brahma", por ser o número 1, fez graves acusações ao chefe do PT em depoimento ao juiz Sérgio Moro.

O ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, falou durante quase três horas e confirmou as suspeitas dos procuradores sobre o tríplex do Guarujá, no litoral de São Paulo. Ele disse que a OAS reservou e reformou o apartamento 164-A do edifício Solaris, para o ex-presidente Lula.

Léo Pinheiro falou que no começo de 2014, o presidente Lula pediu para visitar o apartamento. Em março, o Jornal Nacional exibiu fotos que mostram Lula e Léo Pinheiro dentro do tríplex, no que seria uma vistoria para a entrega de chaves.

Em outra visita, segundo Léo Pinheiro, dona Marisa Letícia, que morreu no começo do ano, pediu que o apartamento ficasse pronto antes do Natal.

Uma das reformas pedidas por Lula e dona Marisa foi na cozinha do tríplex. Léo Pinheiro disse que a OAS também fez o projeto da cozinha do sítio de Atibaia.

Em fevereiro, o Jornal Nacional mostrou notas fiscais da compra dos móveis planejados e eletrodomésticos, que segundo os investigadores, eram para as cozinhas do tríplex e do sítio de Atibaia. Em uma das notas, emitida em novembro de 2014, consta o valor de R$ 78 mil.

Leia também: Gilberto Kassab e ex-diretor da PF depõem como testemunhas de defesa de Lula em ação da Lava Jato

Segundo Léo Pinheiro, os custos das reformas foram descontados de uma conta informal da OAS com o ex-presidente. De acordo com as investigações, o crédito total de Lula com a empresa era de R$ 3,7 milhões, quantia desviada de três contratos fechados com a Petrobras.

Léo Pinheiro disse ainda que o ex-presidente pediu que ele destruísse provas. A conversa teria sido em um encontro secreto em 2014, quando a operação Lava Jato já estava nas ruas.

O PT não quis se manifestar. No ano passado, Léo Pinheiro tentou fechar um acordo de delação premiada, mas a negociação foi suspensa depois que algumas informações vazaram. Agora, ele está negociando novamente com o Ministério Público.

Outro executivo da OAS, Agenor Medeiros, também seria interrogado nesta quinta-feira (20), mas o juiz Sérgio Moro, adiou para a próxima semana.

Neste processo, os dois ex-executivos da OAS são acusados de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex e no transporte e armazenamento do acervo presidencial.

O juiz Sérgio Moro ainda precisa interrogar outros cinco réus, entre eles o ex-presidente Lula. O depoimento dele está marcado para o dia 3 de maio.

Na saída da audiência, o advogado do ex-presidente disse que a orientação de destruição de provas é fantasiosa e reafirmou que o tríplex não pertence a Lula.

João Vaccari Neto disse que as declarações de Léo Pinheiro não são verdadeiras. Que são a manifestação de alguém suspeito que está negociando uma delação e que só teria relevância se houvesse prova.

Leia também: Henrique Meirelles é ouvido como testemunha de defesa de Lula em ação da Lava Jato

Fonte: g1.globo.com

Partilhe nas redes sociais:

Comentários - 0