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Lucro de bancos é maior que gasto com Bolsa Família

27 de Julho de 2018 03:03
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Em meio 2018, ganhos das 5 famílias banqueiras vão superar os R$ 30 bilhões do programa

Segundo maior banco privado do país, o Bradesco, fundado por Amador Aguiar, em 1943, divulgou ontem lucro líquido recorrente de R$ 5,161 bilhões no segundo trimestre, aumento de 9,7% sobre igual período de 2017. Somando os R$ 5,102 bilhões do primeiro trimestre, o lucro acumulado no ano chega a R$ 10,263 bilhões, também com aumento de 9,7% sobre os R$ 9,3 bilhões do primeiro semestre de 2017, um retorno de 18,5% sobre o patrimônio líquido.

Com os R$ 5,161 bilhões auferidos pelo Santander Brasil no segundo trimestre, os dois bancos privados que já divulgaram resultados do segundo trimestre somam ganhos líquidos de R$ 8,186 bilhões no período. O ItaúUnibanco, maior e mais rentável banco do país, divulga o balanço segunda- -feira, após o fechamento dos mercados no Brasil e nos Estados Unidos. No primeiro trimestre, os 22 maiores bancos acumularam lucros de R$ 20,8 bilhões. Agregando os R$ 8,186 bilhões de Bradesco e Santander Brasil já superam os R$ 29 bilhões.

A desproporção do lucro dos bancos em tamanho e crescimento, num período em que a economia anda de lado e as vendas crescem pouco, pode ser cotejado com o resultado da AmBev, a maior companhia de bebidas do Brasil, também divulgado ontem: o lucro trimestral foi de R$ 2,317 bilhões. Ou seja, 23,4% menor que o do Santander Brasil e 55,1% inferior ao do Bradesco no período.

Tomando por base os lucros do primeiro trimestre, quando o Itaú ganhou R$ 6,289 bilhões no primeiro trimestre, os R$ 3,.191 bilhões da CEF e os R$ 2,75 bilhões do Banco do Brasil, as estimativas de que os bancos vão ganhar R$ 18 bilhões no primeiro semestre parecem ultrapassadas. Sem contar Safra, BNB, Basa e Banrisul, e outros de capital aberto, já seriam R$ 21,5 bilhões. Os ganhos das cinco famílias que controlam os quatro maiores bancos privados do país (Setúbal, Villela e Moreira Salles, ItaúUnibanco; Aguiar, no Bradesco; Botin no Santander e Safra, idem) são o retrato da concentração de renda no país que a concentração bancária acentua. Os cinco bancos controlam mais de 75% dos créditos do país e lucram mais que o Orçamento previsto para o Bolsa Família em 2018: R$ 30 bilhões, com o reajuste de 5,67% em junho, a serem pagos a 39 milhões de famílias.

No caso do Bradesco, os ganhos vieram das atividades de seguros e previdência (a Bradesco Seguros, 100% controlada pelo banco, respondeu por 30,7% do ganho trimestral e 30,6% do ganho do semestre) e das tarifas bancárias. De acordo com o balanço, os ganhos com juros caíram 5,1% na comparação com o primeiro trimestre de 2017 e 3,8% no semestre. Já os resultados de atividades não ligadas a juros (seguros, tarifas e receitas administrativas caíram 7,9% na comparação trimestral e cresceram 19,2% no semestre, frente a igual período de 2017. Nas tarifas, as taxas de administração de fundos cresceram 12,1% no trimestre e 10,6% no semestre. As de conta corrente cresceram 6,9% e 8% na mesma base de comparação. O índice geral de inadimplência recuou de 4,9% em junho de 2017 para 3,92%. A O maior baixa foi nas pequenas e microempresas (de 7,2% para 5,2%). Nas grandes empresas houve aumento: de 1,5% para 1,68%.

Depois de longa negociação entre o Ministério da Fazenda e o Conselho de Administração do BNDES foi aprovada a antecipação do cronograma para antecipar em 20 anos (de 2060 para 2040) a quitação da dívida de R$ 260 bilhões do banco com o Tesouro Nacional, contraída nos governos Lula e Dilma. A revelação é do diretor financeiro do BNDES, Carlos Thadeu de Freitas. Isso equivale a 1,2% do PIB. O desembolso total chegou a 4,3% do PIB.

Fonte: jb.com.br

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