Somente 15 cidades do RS têm transporte coletivo adaptado para acessibilidade, diz IBGE

12 de Julho de 2018 17:21

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Segundo a lei, é considerado transporte acessível, aqueles ônibus com elevadores ou rampas, sinalização para cegos, surdos e funcionários treinados para atender esse público.

Na capital gaúcha, a espera por um ônibus pode ser ainda mais demorada para portadores de deficiência física. O integrante do Conselho Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência, de Porto Alegre, Nelson Khall, além de aguardar pela linha certa, precisa esperar pelo ônibus que tenha acesso para a cadeira de rodas.

Nelson ainda lembra que há casos de cadeirantes que caíram, ficaram presos no elevador ou que tiveram a cadeira de rodas danificada na rampa de acesso ao ônibus. "Porque as empresas não dão treinamento aos funcionários para que eles possam utilizar o elevador da melhor forma possível? É uma coisa simples de resolver. Basta dar o treinamento pra eles."

Segundo o diretor executivo da Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP), Gustavo Simionovschi, Porto Alegre é considerada uma cidade com transporte parcialmente adaptado. "Hoje o sistema considera acessível cerca de 77% da frota do município. Isso corresponde a frota com elevador, piso rebaixado que a cadeira consegue entrar em nível, ou no caso do corredor da Sertório, o piso elevado, a parada é elevada. Somando tudo isso, temos cerca de 1270 acessíveis em Porto Alegre."

A Empresa Pública de Transporte e Circulação de Porto Alegre (EPTC), responsável pela fiscalização, diz que é rigorosa nas vistorias dos ônibus, mas que não pode exigir a compra de novos veículos já adaptados em um curto espaço de tempo, por ser um investimento caro. "Veículos anteriores a 2009, que não saíram com elevadores da fábrica, não tem como ser implantado um elevador. A gente acredita que em três ou quatro anos, 100% da frota ou terá elevador ou terá piso baixo sendo 100% acessível para cadeirantes", diz o gerente planejamento e transportes da EPTC, Flávio Tumelero.

Canguçu, na Região sul, com mais de 56 mil habitantes, é considerada, pelo IBGE, uma cidade não adaptada. Todos os dias, 22 ônibus saem da rodoviária em direção ao interior do município. Os ônibus de linha de Canguçu ligam apenas o centro da cidade a zona rural, mas nenhum tem acessibilidade.

Fonte: g1.globo.com

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