Acusado de mortes no Sion, pastor deverá prestar serviços comunitários

29 de Setembro de 2014 22:41

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Júri absolveu réu das acusações de homicídio, sequestro e extorsão.Pena, relativa a ocultação de cadáver e formação de quadrilha, foi convertida.

O pastor Sidney Eduardo Benjamim, réu no processo que apura duas mortes no bairro Sion, em Belo Horizonte, foi condenado, nesta segunda-feira (29), a três anos de prisão em regime aberto. De acordo com a Justiça, a pena é relativa aos crimes de formação de quadrilha e ocultação de cadáver e foi convertida em prestação de serviços comunitários e pagamento de multa no valor de três salários mínimos. Ele foi absolvido das acusações de homicídio, sequestro e extorsão.

Os assassinatos ocorreram em abril de 2010. Segundo o Ministério Público, o grupo de oito pessoas, liderado por Frederico Flores, sequestrou, extorquiu dinheiro, matou, decapitou e escondeu os corpos de Fabiano Ferreira Moura e Rayder Santos Rodrigues. As mortes ocorreram em um apartamento, no bairro Sion, Região Centro-Sul da capital, depois que a quadrilha fez saques e transferências das contas das vítimas.

O julgamento do pastor começou às 9h. Ele chegou acompanhado pelo advogado e não quis gravar entrevista. Durante a sessão, Benjamim disse que conhecia Frederico Flores e outros envolvidos nos crimes, mas que não sabia dos assassinatos. O réu afirmou também que chegou a ir ao apartamento onde os crimes ocorreram, que ajudou a limpar o apartamento, mas que não viu nenhum sinal de sangue. O Ministério Público pediu a condenação do réu, considerando a gravidade dos fatos e o risco que ele representa para a sociedade.

Outro acusado do crime, o advogado Luiz Astolfo Sales Bueno, seria julgado nesta segunda-feira (29), mas uma liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu o julgamento por enquanto. A defesa entrou com pedido pois, como o réu foi absolvido dos homicídios em uma fase preliminar do julgamento, ele deveria ser julgado em uma vara comum da Justiça.

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Fonte: g1.globo.com

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