AGU vai recorrer da decisão que suspende limite de reajuste do Fies

13 de Março de 2015 20:29

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A Advocacia Geral da União (AGU) informou ao G1 nesta sexta-feira (13) que vai recorrer da decisção da Justiça Federal de Brasília que suspende por meio de liminar a determinação do Ministério da Educação e Cultura (MEC) que limitava índice de reajuste de mensalidades de instituições de ensino participantes do sistema de financiamento Fies. A AGU diz que a lei que a Lei nº 10.260/2001 permite que o Ministério da Educação estabeleça as regras e os critérios para a execução do FIES.

O MEC garantiu que 1,9 milhão de contratos serão renovados. O prazo para se inscrever no Fies vai até 30 de abril.

Segundo a decisão da 7ª Vara Cível da Justiça Federal de Brasília tomada na segunda-feira (9) e tornada pública nesta quinta-feira (12), a suspensão da trava imposta pelo MEC para o Fies vale para renovações e aditivos aos contratos de financiamento.

Com isso, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) deverá "providenciar o regular funcionamento do sistema sem as travas de valores mínimos e máximos", afirma a decisão da juíza federal substituta Luciana Raquel de Moura.

A decisão da Justiça foi em resposta ao mandado de segurança da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), que solicitou a suspensão deste limite.

Repasse A 5ª Vara da Justiça Federal, no Distrito Federal, deu dez dias para o Ministério da Educação anunciar a data exata em que será feito o repasse dos valores referentes a dezembro de 2014 do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) às instituições de ensino superior. Em decisão proferida na segunda-feira (9), a juíza Sabrina Ferreira Alvarez de Moura Azevedo afirmou que, caso o MEC descumpra a decisão, ele pode sofrer a aplicação de multa diária.

Procurada pelo G1, a assessoria de imprensa da Advocacia-Geral da União (AGU) afirmou que foi notificada da decisão na quarta-feira (11), e que vai recorrer.

A ação foi protocolada pelo escritório de advocacia Mendes Malheiros, de Campinas (SP), que não identificou as instituições requerentes. No pedido, as instituições afirmam que chegam a ter 90% das matrículas vinculadas ao financiamento do governo e que, com a mudança das regras, podem ter que fechar as portas caso não recebam os repasses.

A decisão judicial, porém, foi parcial, e não fala sobre as novas regras, que reduziram de 12 para oito o número anual de repasses feitos pelo governo. A juíza deferiu apenas o pedido para que o repasse referente a dezembro de 2014, quando ainda estavam vigentes as regras anteriores, fosse definido em dez dias úteis. "Sem os repasses devidos, elas correm sério risco de ter que encerrar suas atividades, o que trará sérios prejuízos não só para elas, como também para seus alunos", afirmou a juíza, no texto da decisão.

Fonte: g1.globo.com

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