Animais do Bosque em Campinas têm rotina alterada durante o inverno

27 de Julho de 2014 15:20

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Animais do Bosque em Campinas têm rotina alterada durante o inverno

Veterinário diz que combinação de frio, vento e umidade 'maltrata' os bichos.Aves recebem alimentação diferenciada durante a estação mais fria do ano.

Não são só as pessoas que mudam os hábitos durante a estação mais fria do ano. Os animais também sentem a diferença no clima e fazem uma espécie de preparação para aguentar o período. É o que acontece no Bosque dos Jequitibás, em Campinas (SP). De acordo com o veterinário do local, Luiz Mourão, as aves são as que mais sofrem com os dias gelados.

O estudante Miguel Júnior de Almeida, de 22 anos, diz que quando as temperaturas caem, os animais ficam mais quietos. "Parece que eles ficam desanimados", diz. A professora Vera Lucia Palagar, de 45 anos, acredita que eles dão um 'jeitinho' de espantar o frio. "Eles vão se encostando, se agrupando e logo esquenta", brinca.

Já o advogado Pedro Fábio Goulart, de 31 anos, afirma que os 'bichos' devem sentir menos frio que a gente. "Aparentemente os pelos, a pela mais grossa deve proteger. Acho que eles conseguem se adaptar melhor", supõe.

De acordo com o veterinário do Bosque, eles fazem uma preparação natural para o inverno por meio de um mecanismo termo-regulador. "É só pensar no cachorrinho pinscher. Ele treme para ligar esse regulador, dessa forma bombeia mais sangue. Ele faz isso para se esquentar, se aquecer. Por isso, cobertor para bicho é um erro", explica.

Ainda segundo o veterinário, o que maltrata os animais não é o inverno em si. "É a combinação de frio, vento e excesso de umidade, especialmente entre os mais jovens e velhinhos", destaca.

Aves sentem mais Entre os animais do local, os que mais sofrem com os efeitos do inverno são as aves, por trocarem de pena. Para amenizar o frio, elas passam a ter uma alimentação diferenciada nesta época do ano. "A gente passa a dar mais girassol porque o óleo da planta ajuda a esquentar. Fora dessa época, só serve para engordar", destaca Mourão.

Já os mais resistentes são os mamíferos, pois têm mais proteção contra o frio. "Mesmo assim temos a preocupação de usar estrado de madeira para não pegarem friagem e usamos uma palha para deixar mais quente o ambiente", conta.

Rotina alterada Além da mudança feita pelos tratadores, alguns animais também mudam seus hábitos por conta própria. É o caso do hipopótamo, que normalmente adora ficar na água. "No frio, ele fica procurando o sol e passa menos tempo na água", conta o especialista.

Já o jacaré, que nos dias de calor adora tomar sol, no inverno, evita sair da água. "Não sai de lá enquanto não estiver mais quentinho fora", explica. Cada um do seu jeito, os animais buscam alternativas, mas não passam frio."Pelo que dá para ver aqui [no bosque], eles não sofrem não", conta o policial Gustavo Bianco Muriel, de 33 anos.

Bosque De acordo com a Prefeitura, o Bosque dos Jequitibás possui 10 hectares de reserva florestal nativa com várias espécies de plantas cadastradas e um zoológico com 300 espécimes de aves, répteis e mamíferos (como leões, tigres, lobo-guará, cachorro-vinagre, arara-azul, suricatas, hipopótamo, pantera, onça pintada, entre outros).

Fonte: g1.globo.com

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