Após programa de TV, mineiro pede conta em imobiliária e vira artesão

27 de Julho de 2014 14:21

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Após programa de TV, mineiro pede conta em imobiliária e vira artesão

Ituiutabano cria luminárias feitas com tubo rígido de PVC.Ideia fez com que se tornasse dono do próprio negócio em Uberlândia.

Foi através de um programa de televisão que o ituiutabano Leandro Higino, de 36 anos, descobriu as luminárias feitas de tubos de PVC. Ele, que já mora em Uberlândia há mais de 30 anos, trabalhava em uma imobiliária da cidade e, sem pensar muito, pediu demissão para tentar reproduzir o que em minutos o encantou.

Leandro Higino relembrou que foi seduzido pela reportagem no ano passado e, desde então, as belezas artesanais não saíram mais da mente dele. “Fiquei encantado com o trabalho em PVC exposto por um artesão de Belo Horizonte em Uberlândia. Era algo que nunca tinha visto e resolvi procurar na internet sobre o assunto. Foi mais de um mês de pesquisas e investimentos. Ninguém me ensinou, comecei do zero e fiz sozinho. Vi meu primeiro trabalho ‘nascer’ no fim de outubro”, contou.

A cada peça produzida, o amor pelo trabalho foi crescendo a ponto de o captador de imóveis deixar o emprego fixo para se “aventurar” como artesão. “No início era uma novidade e até mesmo uma brincadeira, mas a cada peça produzida crescia os pedidos e a minha satisfação ao ver o que eu mesmo estava produzindo. Não consegui conciliar e optei pelo incerto”, disse.

Leandro Higino confessou que no início não foi fácil aceitar a própria decisão, pois sempre trabalhou como empregado, cumprindo horário e tarefas pré-determinadas. “Com apenas um sonho eu criei a D’Luz. Já fiz cadastro como microempreendedor e penso em expandir os negócios. Atualmente tenho uma loja virtual e em breve desejo abrir uma empresa de artigos decorativos”, afirmou.

A cada peça produzida, o amor pelo trabalho foi crescendo a ponto de o captador de imóveis deixar o emprego fixo para se “aventurar” como artesão. “No início era uma novidade e até mesmo uma brincadeira, mas a cada peça produzida crescia os pedidos e a minha satisfação ao ver o que eu mesmo estava produzindo. Não consegui conciliar e optei pelo incerto”, disse.

O ituiutabano contou que o trabalho é rentável e gratificante, mas como em qualquer empreendimento, as vendas caem em determinados meses. O ganho de Leandro Higino ainda não ultrapassa o que ele recebia na imobiliária. O mineiro ressaltou que mesmo não tendo atingido a média financeira desejada, foi através do novo trabalho que descobriu uma qualidade de vida e uma flexibilidade que antes não tinha.

Cada peça leva em torno de quatro a cinco horas para ser produzida. O tempo é suficiente para desenhar o projeto, preparar o material, o acabamento e até parte elétrica. Por mês, o empreendedor chega a criar até 50 peças. O valor depende de cada modelo, tamanho e complexidade do trabalho, variando de R$ 50 a R$ 100. Na produção ele utiliza uma micro retifica brocas, fita crepe, lixa d’água, PVC e materiais elétricos.

Atualmente, Leandro Higino atende pedidos em Uberlândia, mas o trabalho dele tem sido solicitado em outras cidades e estados pelo site. “Fazer algo que se gosta é incrível. Cada peça é única, mesmo fazendo o mesmo modelo várias vezes. Foi amor à primeira luminária feita”, salientou.

Leandro Higino contou ao G1 que sempre teve facilidade para artes. Desde os 13 anos de idade já fazia cursos de desenhos artísticos, arquitetônico, estilismo, nanquim, jato de areia e pintura a óleo. Mesmo com talento, ele confessou que antes das luminárias nunca teve interesse de investir e muito menos levar os trabalhos adiante.

Quando viu a primeira luminária pronta, o ituiutabano notou que havia criado um ‘canal de luz’, capaz de iluminar lugares e até mesmo pessoas. Até hoje, ele já fez mais de 150 modelos diferentes e afirmou que cada nova criação é um desafio. As temáticas variam - religião, infantil, natureza, celebridades, entre outras.

Além das luminárias, Leandro Higino também está desenvolvendo arandelas de paredes, lustres, velas, enfeites de mesa e luminárias de teto. “O PVC me possibilita novas formas e criação. Eu estou indo muito além do que um dia já imaginei”, concluiu.

Fonte: g1.globo.com

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