Armas químicas foram usadas em mais 5 ou 7 ataques na Síria, diz ONU

12 de Dezembro de 2013 22:47

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Armas químicas foram usadas em mais 5 ou 7 ataques na Síria, diz ONU

Relatório acha evidências de armas químicas além de sarin em Ghouta. Investigador entregou documento sobre uso repetitivo a Ban Ki-moon.

Relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quinta-feira (12) encontrou evidências de provável uso de armas químicas em outros ataques na Síria além do registrado em 21 de agosto na área de Ghouta, em Damasco, em que o uso de gás sarin deixou mais de mil mortos.

O novo documento diz que armas químicas foram usadas em outros 5 ou 7 ataques investigados pela ONU na Síria, cuja guerra civil, que dura mais de dois anos, já deixou mais de 100 mil mortos.

A apuração final sobre armas químicas no conflito foi entregue por Ake Sellstromm, relator da investigação, ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. O documento nota que o uso foi em vários casos, incluindo como vítimas militares e civis. Não foi possível sempre estabeler com certeza dados e relações entre os ataques, as vítimas e os supostos locais em que as armas foram usadas, diz o documento.

"A missão da ONU conclui que armas químicas foram usadas no atual conflito entre as partes na Síria", disse Sellstrom.

"Eu recebi agora o relatório final da ONU que investigava as alegações de uso de armas químicas na Síria", confirmou Ban à imprensa.

"O uso de armas químicas é uma grave violação às leis internacionais e uma afronta à humanidade. Nós precisamos nos manter vigilantes para ter certeza da total eliminação destas armas, não só na Síria, mas em todos os lugares", acrescentou o secretário-geral da ONU.

Ban afirmou que levará o relatório para avaliação da Assembleia Geral da ONU e do Conselho de Segurança.

Em setembro, em entrevista ao G1, o brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, chefe da comissão da ONU que investiga abusos aos direitos humanos na Síria, disse que a comissão apurava mais 14 ataques suspeitos e que poderia descobrir a autoria do ataque com armas químicas em 21 de agosto em Goutha mesmo sem autorização do governo para que uma equipe sua entre no país.

A Síria trabalha com a Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) para destruição do seu arsenal, uma condição de vários países, inclusive os Estados Unidos, para que não houvesse intervenção internacional no conflito após a confirmação do uso de sarin.

O ataque em Goutha com sarin, que, segundo os Estados Unidos, deixou 1.429 mortes, provocou a reação da comunidade internacional, que ameaçou realizar um ataque contra a Síria.

Fonte: g1.globo.com

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