Em ascensão, plantio de canola pode ser afetado por chuvas no RS

27 de Julho de 2014 15:25

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Estado responsável por cerca de 80% da produção do grão no Brasil.Em 2014, área plantada cresceu 25% no Norte, mas produção pode cair.

Responsável por cerca de 80% da produção de canola do país, o Rio Grande do Sul vê aumentar cada vez mais o plantio do grão no estado. De acordo com a Emater, em 2014 houve um acréscimo de 25% na área plantada. No entanto, o excesso de chuva nos últimos dias pode prejudicar o cultivo, que costuma ser uma das principais opções para os agricultores para a rotação do solo na estação mais fria do ano.

Um levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) de Passo Fundo aponta que o Rio Grande do Sul tem uma área de quase 50 mil hectares destinados à plantação de canola. O grão produzido no Alto Uruguai gaúcho é destinado à indústria de óleos.

Com um custo de produção menor do que as outras culturas de inverno, a canola tem sido uma opção para a rotação do solo. Embora a Região Norte do estado seja a que mais produz o grão, o investimento ainda é tímido, com pouco mais de mil hectares plantados. No entanto, os poucos produtores que apostam na canola como alternativa para o cultivo de inverno se mostram satisfeitos.

“A gente teve de plantar canola para fazer uma rotação para o trigo, para melhoramento de solo. Fazer rotação e ter outra opção de renda no inverno”, afirma Diogo Sarafini. O agricultor aposta pelo segundo ano consecutivo no cultivo do grão. Com um investimento médio de R$ 900 por hectare, ele negocia o saco de 60 quilos por um preço mínimo de R$ 56 reais. São 65 hectares em que o trigo foi substituído pela canola.

Mesmo com os números que indicam acréscimo da área plantada, a Emater, por ora, não prevê um aumento de produção, por causa do excesso de chuva dos últimos dias. Em Centenário, pequeno município gaúcho situado no Norte do estado, a estimativa é de que as perdas cheguem a até 15%.

“Devido à cultura da canola em todo seu processo exigir a base de 300 a 500 milímetros, numa semana tivemos 480, isso prejudicou bastante também, teve perda no solo e teve dificiência no crescimento da planta”, explica o técnico da Emater, Leandro Kubiak.

A expectativa e torcida dos produtores é que os próximos meses seja de clima mais seco, para que o grão germinado possa atingir uma qualidade melhor. “Ocorrendo uma época de sol de agora em diante esse período de florescimento, que é um dos mais sensíveis da cultura. Ocorrendo bem, nós temos previsões de ter uma boa safra”, avalia o supervisor regional da Emater, Paulo da Silva.

Fonte: g1.globo.com

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