Em audiência, ativistas negam participação em atos violentos no Rio

13 de Março de 2015 20:28

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Em audiência, ativistas negam participação em atos violentos no Rio

O juiz Flávio Itabaiana continua a ouvir nesta sexta-feira (13), os depoimentos dos 23 manifestantes acusados de promover atos violentos nas manifestações entre junho de 2013 e julho de 2014 no Rio. Os dois primeiros a prestar depoimento foram Felipe Proença de Carvalho Moraes e Shirlene Feitosa da Fonseca. Ambos negaram envolvimento com ações violentas e negaram ser black blocks, grupo que usa táticas violentas em confrontos com a policia.

"Os black blocks são um fenômeno destas manifestações dos quais eu nunca participei," afirmou Shirlene.

Os ativistas também negaram que o movimento estudantil do qual faziam parte realizasse reuniões secretas para elaborar atos de violência contra a polícia. Os acusados questionaram o depoimento de Felipe Bras, uma das testemunhas, que fez acusações contra eles. Eles afirmaram que ele teria sido hostilizado pelo movimento estudantil após agredir uma colega e estaria sendo movido pelo ressentimento.

Pelo segundo dia, seguiu-se a proibição de que familiares acompanhem os depoimentos no plenário. Nesta quinta(12), o juiz determinou que todos que não fossem advogados ou jornalistas se retirassem do plenário após o réu Igor Mendes da Silva cerrar os punhos em direção as pessoas que assistiam os depoimentos.

Os cinco primeiros réus chamados a prestar depoimento, por volta das 15h15h, permaneceram em silêncio.

Entre eles Fábio Raposo Barbosa e Caio Silva de Souza – presos pela morte do cinegrafista Santiago Andrade –, Luiz Carlos Rendeiro da Silva e Gabriel da Silva Marinho, que respondem em liberdade. Igor Mendes da Silva, preso por desobedecer uma medida cautelar de habeas corpus, optou pelo silêncio num primeiro momento, mas recuou e decidiu depôr.

Acusações Após os cinco acusados terem permanecido em silêncio, os réus restantes entraram em plenário e o juiz Flávio Itabaiana leu as acusações que pesam contra eles: a depredação de patrimônio público e privado, uso de violência contra outros cidadãos, principalmente agentes públicos; lesões corporais e corrupção de menores, incitando-os a praticar atos ilícitos.

3 presos e 2 foragidas Entre os 23 acusados, duas mulheres estão foragidas desde dezembro. Elisa Quadros, a manifestante conhecida como Sininho, e Karlayne Moraes da Silva Pinheiro, conhecida como Moa. Ambas tiveram a prisão pedida após terem desrespeitado medida cautelar que as impedia de participar de protestos, quando participaram de um evento cultural em outubro.

Igor Mendes da Silva também foi preso pelo mesmo motivo e compareceu à audiência.

Também estão na cadeia e foram escoltados ao tribunal Caio Silva de Souza e Fábio Raposo, presos desde fevereiro de 2014, acusados de terem sido responsáveis pela morte do cinegrafista Santiago Andrade, atingido por um rojão durante um protesto na Central do Brasil.

Fonte: g1.globo.com

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