Bombeiros acabam de encontrar mais três corpos em acidente da BR-393

21 de Novembro de 2013 15:33

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Os corpos de mais três vítimas do acidente na BR-393, ocorrido no fim da tarde de ontem (21), acabam de ser encontrados embaixo do ônibus que explodiu na batida. Com isso, sobe para sete o número de vítimas fatais. Roberto dos Santos, de 51 anos, morreu na madrugada de hoje (21), após ser submetido a uma cirurgia, na Santa Casa de Misericórdia de Barra do Piraí. Ele é a quarta vítima fatal do acidente, que resultou na explosão de um ônibus e um caminhão-tanque - que transportava butanol -, na tarde de ontem, na Rodovia Lúcio Meira (BR-393). No momento do acidente, morreram Marcos Antônio da Silva Miranda e Sebastião Juvenal. Além dos dois, o Corpo de Bombeiros encontrou, dentro do ônibus, um corpo totalmente carbonizado, e que ainda não foi identificado.

De acordo com a PRF, o caminhão-tanque seguia para São Paulo, enquanto o ônibus, havia saído de Volta Redonda, e seguia em direção à Valença. No veículo, estavam funcionários de uma empresa de Construção Civil.

Segundo informações, Roberto dos Santos, de 51 anos, chegou a ser submetido a uma cirurgia, mas não resistiu ao procedimento, e acabou falecendo nesta madrugada.

Carlos Alberto dos Santos Lima , de 43 anos, José Geraldo Figueiredo, de 49 anos - motorista do ônibus -, Fábio Antônio Barboza de Oliveira, de 37 anos, Márcio da Silva Felipe, de 34 anos, Antônio Marcos Batista da Silva, de 41 anos, Devanir Costa Filho, de 60 anos, Luciene da Silva, de 23 anos e João Carlos Borges, de 37 anos, permanecem internados. Já Anderson de Souza Fonseca, de 26 anos, foi transferido para o Hospital Federal do Andaraí, no Rio, especializado no atendimento de queimados.

O diretor médico da Santa Casa, Márcio Rossi, informou que a unidade começou a dar alta para os primeiros feridos ainda na madrugada de hoje, o motorista do ônibus, José Geraldo Figueiredo e uma outra pessoa que não teve o nome divulgado, já estão em Valença. Luciene da Silva, foi leberada nesta manhã. Antônio Marcos da Silva, que teve corte na testa e fratura na perna aguarda alta que deve acontecer ainda hoje.

João Carlos Borges, que também deve deve receber alta hoje, conversou com o DIÁRIO DO VALE e contou como aconteceu o acidente.

- O ônibus estava descendo, saímos da obra em Três Poços às 16h e seguíamos para Valença. Quando na curva o caminhão-tanque veio de trás de outro caminhão e bateu no ônibus em que estávamos. Só me salvei porque atravessei o brejo. Se batesse de frente não teria sobrevivido ninguém. Só gritei Deus, pedi pela minha vida e dos colegas. Foi um mundo de fogo - relatou o sobrevivente, que teve apenas queimaduras no rosto e costas. Além de ferimentos não costas ocasionados por uma cerca.

Para o hospital São João Batista, em Volta Redonda, foram encaminhados o motorista da carreta Alex Melbon Grilo, de 34 anos e Marcos Vinícius da Silva, de 25 anos. Ambos permanecem, segundo a unidade, em estado regular. Além dos dois, Marco Antônio Resende da Silva, de 33 anos, está internado, na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo), em estado grave. A unidade informou que ele queimou 35% do corpo, sendo que a face foi a área mais afetada.

O inspetor da Polícia Rodoviária Federal, Roberto Baldini, afirmou que a principal causa do acidente pode ter sido a velocidade incompatível que o caminhão-tanque estava sendo conduzido.

- Não é a primeira vez que vemos acidentes deste tipo. Recentemente, um caminhão que transportava cerveja capotou na mesma curva. Acredito que a alta velocidade foi a responsável por está e pelas demais batidas. Mas, a perícia analisará o local, e emitirá um laudo informando o real motivo do acidente. O que podemos avaliar é que a carreta estava na contra mão e que foi ela que arremessou o ônibus na ribanceira. Provalvelmente, a carreta tombou na curva e acabou atingindo o veículo - enfatizou.

A motivação do acidente também é reforçada pelas informações apuradas, no local do acidente, pela PRF. Segundo agentes - que atenderam a ocorrência -, o motorista do ônibus teria revelado que antes do veículo ser atingido, o motorista do caminhão-tanque teria realizado uma ultrapassagem.

Segundo Baldini, no local existe um radar que não funcionava há muito tempo. Para ele, enquanto não houver algum mecanismo que obrige aos motoristas reduzirem a velocidade, os acidentes permanecerão sendo registrados.

- Ninguém respeita esse trecho. Os órgãos responsáveis precisam fazer alguma coisa para que o número de batidas sejam reduzidos - afirmou.

A PRF informou que diferentemente do butano, que é comercializado em forma de gás, o butanol - produto que estava sendo transportado - é encontrado em forma líquida. Os agentes explicaram que para carregar produtos inflamáveis, os motoristas precisam seguir diversas exigências, desde lugares específicos para estacionar até velocidade a ser cumprida na rodovia.

Na manhã de hoje, a equipe do DIÁRIO DO VALE esteve no local do acidente.

Bombeiros permanecem na área desde a noite de ontem (20), realizando o resfriamento do caminhão-tanque, já que ainda existe o risco de novas explosões. O local está interditado e o trânsito segue lento, funcionando através do sistema siga e pare.

A Acciona, concessionária que administra a rodovia, informou que o congestionamento passa dos quatro quilômetros nos dois sentidos, e que não há previsão de liberação total da via. Ainda não há previsão de quando o caminhão será removido do local.

Fonte: diariodovale.uol.com.br

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