Candidatos reagem, com atraso, às declarações homofóbicas de Levy Fidelix

29 de Setembro de 2014 22:26

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SÃO PAULO e CARUARU* (PE) - Os candidatos à Presidência da República reagiram nesta segunda-feira ao discurso homofóbico feito pelo candidato do PRTB, Levy Fidelix (PRTB) em debate realizado pela Rede Record, que não foi contestado imediatamente por nenhum dos adversários, Aécio Neves (PSDB), Eduardo Jorge (PV) e Marina Silva (PSB) condenaram a postura dele. Durante o debate, Fidelix defendeu “tratamento psicológico” para homossexuais, “bem longe” e declarou não querer os votos de pessoas que não são heterossexuais.

O primeiro a se manifestar foi Eduardo Jorge. Pouco após o fim do debate, ainda de madrugada, ele postou no Twitter sua crítica.

Em tom de brincadeira, Eduardo Jorge ainda compartilhou em seu perfil oficial uma imagem postada por uma paródia, também condenando as declarações.

Antes de fazer uma caminhada no centro comercial de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, Aécio Neves classificou a fala de Fidélix como “lamentável”.

— Quero expressar nosso repúdio absoluto àquela declaração. Como já disse, qualquer tipo de discriminação é crime. Homofobia também — disse.

Em atividade de campanha em seu estado natal, Minas Gerais, em Uberlândia, pela tarde desta segunda-feira, Aécio Neves voltou a responder sobre a polêmica. O tucano disse não considerar que as ofensas aos gays proferidas por Fidelix tenham dado a tônica ou tenham interferido no conteúdo dos demais concorrentes no penúltimo debate presidencial neste primeiro turno.

— Foi uma participação (de Levy Fidelix) sem sentido e equivocada, mas é exagero dizer que ofuscou o debate. Reitero o que já disse: homofobia é crime, como qualquer outro tipo de discriminação, e assim deve ser tratada.

O candidato Aécio Neves afirmou que não teceu críticas aos comentários do adversários, logo após as afirmações de Levy Fidelix, devido ao formato do debate. Questionado pela reportagem de O Globo, ele também indagou sobre como poderia ter se manifestado durante o debate.

— Como? Me sugere. Me fala como? Não era a minha vez de falar, eu não podia falar. Estou manifestando aqui agora.

Durante evento em Caruaru, onde foi reforçar a campanha de Paulo Câmara (PSB), Marina Silva também alegou que não pode interferir no momento devido às regras do debate.

— A declaração dele foi inaceitável do ponto de vista da completa intolerância com a diversidade social e cultural que caracteriza o nosso país.

— As declarações são de fato homofóbicas e inaceitáveis em qualquer circunstância.

Ela acrescentou ainda que ninguém deve aceitar as declarações que incitam o desrespeito e a violência contra integrantes da comunidade LGBT ou contra qualquer pessoa.

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Fonte: extra.globo.com

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