Dilma condena fala de Levy: "O Brasil não pode conviver com discriminação que leve à violência"

29 de Setembro de 2014 22:56

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Em debate promovido pela Rede Record, candidato do PRTB fez declarações homofóbicas

A presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, comentou nesta segunda-feira (29) a declaração homofóbica dada por seu adversário Levy Fiidelix (PRTB) durante debate promovido pela TV Record na noite do último domingo (28).

Em coletiva de imprensa na capital paulista, Dilma disse que é contra a homofobia, mas evitou comentar diretamente sobre a fala do candidato.

— O Brasil atingiu um patamar de civilidade que nós, a sociedade brasileira, não podemos conviver com um processo de discriminação que leve à violência. Eu acho que a homofobia tem que ser criminalizada. No que se refere às relações estáveis entre pessoas do mesmo sexo, o Supremo Tribunal Federal foi claro e definitivo. Temos que cumprir a decisão que declarou que a união estável entre pessoas do mesmo sexo garante às pessoas todos os direitos civis, tais como herança, adoção e todos os demais. Esta é uma questão que não está em discussão.

Questionada se aceitaria Levy no seu palanque em um eventual segundo turno, Dilma disse que é cedo para qualquer sinalização nesse sentido.

— Meu palanque ainda não foi concluído. Eu estou no primeiro turno e não vou fazer aquela precipitação que é achar que tudo já foi resolvido. Eu respeito o voto. Então, só falo em segundo turno depois do voto depositado na urna e computado, contadinho. Aí a gente discute o que vocês quiserem.

Durante o debate dos candidatos à presidência, Luciana Genro (PSOL) questionou Levy Fidelix sobre o motivo pelo qual o candidato acha que tantas famílias ainda relutam em reconhecer casais do mesmo sexo. Levy arrancou risadas ao dizer que a pergunta era jogo pesado. Em seguida, engrossou o tom, dizendo que "aparelho excretor não reproduz" e dispensou votos de homossexuais.

Fonte: noticias.r7.com

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