Dilma defende criminalização da homofobia e evita falar sobre apoio de Levy Fidelix no segundo turno

29 de Setembro de 2014 22:31

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SÃO PAULO - A presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, defendeu nesta segunda-feira a criminalização da homofobia e a manutenção da união civil entre pessoas do mesmo sexo dentro do escopo que foi assegurado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Dilma, que participa de um comício na noite desta segunda-feira na periferia da cidade, evitou dizer se, em um eventual segundo turno, convidará o candidato Levy Fidelix (PRTB) a subir em seu palanque. Neste domingo, Fidelix proferiu um discurso anti homossexuais, dizendo que eles devem ser "tratados" e "longe".

- O meu governo e eu, pessoalmente, sou contra a homofobia e acho que o Brasil atingiu um patamar de civilidade que nós, a sociedade brasileira e o governo, não podemos conviver com processos de discriminação que levem à violência. Acho que a homofobia tem de ser criminalizada - disse a presidente.

- No que se refere às relações estáveis entre pessoas do mesmo sexo, o Supremo Tribunal Federal foi claro e definitivo. Leis, neste país, e decisões do Supremo existem para serem cumpridas. E nós temos de cumprir esta que declarou que a união estável entre pessoas do mesmo sexo garante às pessoas todos os direitos civis, tais como herança, adoção e todos os demais - acrescentou.

- Meu palanque ainda não foi concluído. Estou no primeiro turno e não vou fazer aquela precipitação, que é achar que tudo já foi resolvido. Eu respeito o voto. Então, só falo em segundo turno depois do voto depositado na urna e computado, contadinho. Aí a gente discute o que vocês quiserem.

A presidente convocou a imprensa no hotel onde está hospedada em São Paulo para rebater as críticas dos candidatos de oposição à condução do BNDES pelo governo. Citando Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB), Dilma disse considerar uma "temeridade" falar em redução do papel dos bancos públicos no país.

- Um (candidato) fala em reduzir o tamanho, outro fala em reduzir o papel dos bancos públicos - disse Dilma, que chamou de "factoide" a tese de que o BNDES atue para um grupo de empresas "eleitas".

- O BNDES não é um banco qualquer. É uma leviandade tratá-lo como tem sido tratado nesta campanha.

A presidente destacou que o BNDES é o terceiro maior banco público do mundo, atrás de China e Alemanha, com um montante de US$ 368 bilhões. Dilma citou levantamento do jornal "Valor", no qual se aponta que, das mil maiores empresas dos país, 783 contam com financiamentos do banco. Ainda pelos cálculos da presidente, o banco do governo seria responsável pela geração e manutenção de 5,9 milhões de empregos no setor produtivo e nas áreas de infraestrutura.

Fonte: extra.globo.com

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