Feira 13 para mãe e filha

13 de Março de 2015 20:45

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A sexta-feira 13 nunca mais será considerada uma data de azar para mãe e filha que se reencontraram após 34 anos sem contato, nesta tarde, na 5ª Delegacia de Polícia Civil, em Campo Grande. Sem ter condições de criar a filha Silvana Maria Vieira, 38 anos, a dona de casa Aparecida Vieira da Silva a entregou para a babá que se mudou para Colíder, no Mato Grosso, quando ambas não se viram mais.

O tempo foi passando e Silvana já com 23 anos ficou grávida do filho hoje com 18 anos. A vida de mãe a levou a pensar na sua, que em sua visão, a teria abandonado. “Eu comecei a pensar que sempre tinha ouvido uma lado da história, o da minha mãe adotiva. Comecei a pensar nos erros que eu já tinha cometido, virei evangélica e a me colocar no lugar da minha mãe biológica, por que um ser humano que se preze teria seus motivos para fazer o que ela fez”, explicou.

A partir daí, Silvana procurou programas nacionais de televisão para reencontra a mãe que morava em Aparecida do Taboado, mas hoje reside em Dourados. Todas as tentativas foram em vão e Silvana resolver acatar o conselho da prima campo-grandense e procurar a investigadora Maria Campos da 5ª DP há 2 anos.

A investigadora começou a investigar o paradeiro de Aparecida, mas um ano e alguns meses iam passando, ia chegando o Natal e Silvana começou a pensar que a mãe não queria mais revê-la. Sem perder as esperanças, ele teve outra ideia. “Peguei o telefone da investigadora com minha prima e liguei. Ela me falou que ia fazer de tudo para encontrar minha mãe. Hoje não importa se minha mãe vai querer explica o por que me deixei com esta família ou não, o que ela disser está bom pra mim”, comentou.

Ainda nesta semana, a investigadora conseguiu encontrar Aparecida e fez uma ligação que mudaria o rumo desta história. “Recebi a ligação no meu celular em Dourados, e quando a doutora Maria disse que tinha encontrado minha filha, não acreditei e entrei em choque. Sempre pensei em procurá-la mas não fazia ideia da onde ela estava e também minha situação financeira não me permitia ir muito longe. Hoje cheguei de viagem e queria muito revê-la, só lembro dela pequena, muito bonita, cabelos pretos no ombro e bem branquinha como o pai dela”, mencionou a mãe Aparecida.

A emoção foi grande até mesmo minutos antes de Silvana rever a mãe. Ela ficou em uma parte da delegacia e a mãe em outra sala. A investigadora Maria Campos passou pelo corredor e disse à Silvana que quando ela a chamasse já poderia descer as escadas para encontrar a mãe. Silvana que já tava emocionada, começou a chorar e não conseguia nem andar.

Com palavras de apoio da delegada e de repórteres ele conseguiu entrar na sala e ver a mãe, que antes de abraçar por cerca de dez minutos, disse uma duas palavras que resumiu que ali começaria uma nova vida: “Me perdoa minha filha”!

Além de Silvana, Aparecida tem mas cinco filhos que não conhece. Cada um vive com uma família diferente. Silvana tem contato com apenas dois deles e pretende apresentá-los a mãe. “Eles estão com certo receio, mas agora com esta versão que elas me contou, tenho certeza que eles vão querer vê-la. Meu plano é junta toda a família e apresentar meu filho para ela”, finalizou Silvana.

A investigadora Maria de Campo informou que sexta-feira (20) e sábado (21) ela com uma equipe de policiais estará em Corumbá fazendo um mutirão para encontrar pessoas desparecidas em território nacional ou internacional. “Cada reencontro é uma emoção nova. Isso nos dá força para conseguirmos encontrar mais pessoas desaparecidas”, salientou a investigadora. Interessados em encontrar algum parente desaparecido pode entrar em contato com o 5ªDP pelos telefones (67) 3323-6710/ (67) 9989-0778.

Fonte: campograndenews.com.br

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