Último final de semana da Feira do Livro traz escritor de teatro e novela

17 de Abril de 2015 19:14

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Último final de semana da Feira do Livro traz escritor de teatro e novela

Com mais de 40 mil livros vendidos, organização ousa trazer nomes internacionais como Mia Couto

O talento para escrever histórias de enredo sob encomenda é um dos predicados de Lauro Cesar Muniz. Reconhecido pelo seu trabalho em O Casarão, Espelho Mágico, Um sonho a mais e O Salvador da Pátria, o autor de novelas também escreve peças teatrais e compartilhará tudo o que sabe neste sábado, na 12ª Feira do Livro de Joinville. O convidado faz parte da programação especial do último final de semana do evento dedicado à leitura e que entregou mais de 40 mil livros nas mãos de joinvilenses e visitantes.

Leia mais notícias de Joinville e regiãoConfira dez dicas de livros para comprar na 12ª Feira

Outros nomes conhecidos no Brasil marcarão presença no evento. Jaílson de Almeida abrilhanta o fim de semana, ao lado de Marcelo Hipólito. Enquanto Almeida será mediador de um bate-papo com Renata Schiavon e Denise Ávila sobre literatura infantil, Hipólito falará sobre "A literatura fantástica no Brasil".

Como não só de palestras e bate-papos se despede a Feira do Livro, os apenados do Presídio Regional de Joinville declamarão poesias. O projeto de leitura foi idealizado pelo juiz João Marcos Buch, titular da Vara de Execuções Penais, e traz abatimento na pena dos presos que lêem e resumem obras literárias.

Tanto o sábado quanto o domingo são dias de lançamento de livros, sessão de autógrafos e contação de histórias. No domingo, a última atração antes do encerramento reúne literatura e música no Sarau "Espaço Autoral", da parceria entre AMUJ e "Miopia", que tomam conta do palco principal do evento.

A coordenadora da Feira Sueli Brandão avalia que o segredo do evento deste ano foi a programação rica em atrações nacionais. A presença de grandes nomes como Ziraldo e Paula Pimenta teriam alvancado as vendas e deixado os expositores satisfeitos. Mas a organizadora não se deixa acomodar e reconhece que é uma feira "em evolução". O fato de ser um "produto cultural" gratuito faz parte da receita de sucesso. Para garantir a entrada livre nas várias atrações, a organização precisou "passar o chapéu", pedindo patrocínio e apoio.

Com o sucesso de 2015, é possível sonhar mais alto. O evento que pretende aumentar o número de leitores no país, começando por Joinville, pode ousar trazer gente de longe, mais precisamente de Moçambique.

— Estamos namorando o Mia Couto há algum tempo. Quem sabe esse namoro vire um noivado? — planeja Brandão.

Confira a entrevista exclusiva com Lauro Cesar Muniz, autor de novelas e peças teatrais que estará na Feira do Livro na noite deste sábado.

O talento para escrever histórias de enredo sob encomenda é um dos predicados de Lauro Cesar Muniz. Reconhecido pelo seu trabalho em O Casarão, Espelho Mágico, Um sonho a mais e O Salvador da Pátria, o autor de novelas também escreve peças teatrais e compartilhará tudo o que sabe neste sábado, na 12ª Feira do Livro de Joinville. O convidado faz parte da programação especial do último final de semana do evento dedicado à leitura e que entregou mais de 40 mil livros nas mãos de joinvilenses e visitantes.

Outros nomes conhecidos no Brasil marcarão presença no evento. Jaílson de Almeida abrilhanta o fim de semana, ao lado de Marcelo Hipólito. Enquanto Almeida será mediador de um bate-papo com Renata Schiavon e Denise Ávila sobre literatura infantil, Hipólito falará sobre "A literatura fantástica no Brasil".

Como não só de palestras e bate-papos se despede a Feira do Livro, os apenados do Presídio Regional de Joinville declamarão poesias. O projeto de leitura foi idealizado pelo juiz João Marcos Buch, titular da Vara de Execuções Penais, e traz abatimento na pena dos presos que lêem e resumem obras literárias.

Tanto o sábado quanto o domingo são dias de lançamento de livros, sessão de autógrafos e contação de histórias. No domingo, a última atração antes do encerramento reúne literatura e música no Sarau "Espaço Autoral", da parceria entre AMUJ e "Miopia", que tomam conta do palco principal do evento.

A coordenadora da Feira Sueli Brandão avalia que o segredo do evento deste ano foi a programação rica em atrações nacionais. A presença de grandes nomes como Ziraldo e Paula Pimenta teriam alvancado as vendas e deixado os expositores satisfeitos. Mas a organizadora não se deixa acomodar e reconhece que é uma feira "em evolução". O fato de ser um "produto cultural" gratuito faz parte da receita de sucesso. Para garantir a entrada livre nas várias atrações, a organização precisou "passar o chapéu", pedindo patrocínio e apoio.

Com o sucesso de 2015, é possível sonhar mais alto. O evento que pretende aumentar o número de leitores no país, começando por Joinville, pode ousar trazer gente de longe, mais precisamente de Moçambique.

— Estamos namorando o Mia Couto há algum tempo. Quem sabe esse namoro vire um noivado? — planeja Brandão.

A Notícia - Na feira do Livro você irá abordar a escrita do teatro e da novela. Você acha que as novelas brasileiras se moldam ao público de massa, enquanto as peças escolhem o público que se quer atingir? Lauro Cesar Muniz - Costumo dizer que, como autor de novela, tenho um público eclético e a expectativa de sucesso de uma emissora. Portanto escrevo sob encomenda, buscando temas atuais do país, que possam fascinar imediatamente essa grande plateia da TV. No teatro escrevo mais por compulsão, centrando-me em temas que pedem a minha própria necessidade de desabafo. Escrevo para purgar as minhas próprias contradições e angústias pessoais.

AN - Como autor, você também deve ser um assíduo espectador... Você acha que há um engessamento nos temas das novelas atuais? É possível criar tramas políticas como a de O Salvador da Pátria?LCM - Atravessamos um momento difícil com as novelas. Os autores e emissoras não têm clareza com relação ao público ao público e então estão nivelando por baixo. Atingir a uma massa pouco exigente leva à perda de qualidade. Não trabalhamos assim em outras épocas, quando tínhamos visão arrojada de estar sempre à frente da expectativa do público. Hoje, as novelas estão a reboque do público e isso não traz surpresa nenhuma. Fiz novelas que abriram portas de comunicação inéditas com os telespectadores, como O Casarão, Espelho Mágico, Um sonho a mais, e outras novelas que discutiram politicamente o país como O Salvador da Pátria. Infelizmente na época a história de Sassá Mutema (o Salvador) sofre um tipo de censura, pois foi ao ar em ano eleitoral para presidente da república (1989) e os eleitores de Collor pressionaram a emissora achando que o Sassá era uma apologia ao Lula. Não era.

AN - Achas que as séries e as minisséries podem ser o futuro da teledramaturgia?LCM - Com certeza as séries e minisséries serão o "carro chefe" da teledramaturgia em futuro próximo. Estou neste momento preparando uma minissérie.

A Notícia - Na feira do Livro você irá abordar a escrita do teatro e da novela. Você acha que as novelas brasileiras se moldam ao público de massa, enquanto as peças escolhem o público que se quer atingir?

Lauro Cesar Muniz - Costumo dizer que, como autor de novela, tenho um público eclético e a expectativa de sucesso de uma emissora. Portanto escrevo sob encomenda, buscando temas atuais do país, que possam fascinar imediatamente essa grande plateia da TV. No teatro escrevo mais por compulsão, centrando-me em temas que pedem a minha própria necessidade de desabafo. Escrevo para purgar as minhas próprias contradições e angústias pessoais.

AN - Como autor, você também deve ser um assíduo espectador... Você acha que há um engessamento nos temas das novelas atuais? É possível criar tramas políticas como a de O Salvador da Pátria?LCM - Atravessamos um momento difícil com as novelas. Os autores e emissoras não têm clareza com relação ao público ao público e então estão nivelando por baixo. Atingir a uma massa pouco exigente leva à perda de qualidade. Não trabalhamos assim em outras épocas, quando tínhamos visão arrojada de estar sempre à frente da expectativa do público. Hoje, as novelas estão a reboque do público e isso não traz surpresa nenhuma. Fiz novelas que abriram portas de comunicação inéditas com os telespectadores, como O Casarão, Espelho Mágico, Um sonho a mais, e outras novelas que discutiram politicamente o país como O Salvador da Pátria. Infelizmente na época a história de Sassá Mutema (o Salvador) sofre um tipo de censura, pois foi ao ar em ano eleitoral para presidente da república (1989) e os eleitores de Collor pressionaram a emissora achando que o Sassá era uma apologia ao Lula. Não era.

AN - Como autor, você também deve ser um assíduo espectador... Você acha que há um engessamento nos temas das novelas atuais? É possível criar tramas políticas como a de O Salvador da Pátria?

AN - Achas que as séries e as minisséries podem ser o futuro da teledramaturgia?

AN - Você disse em uma entrevista que quer se dedicar mais ao teatro. O que está preparando atualmente?LCM- Julguei que com a publicação de minhas obras completas para o Teatro, estivesse esgotado meus temas, mas não!! Tenho um projeto novo para teatro, uma compulsão (como disse antes) sobre um tema muito delicado: o final de uma vida. Com certeza terei tempo para escrever essa peça.

AN - Ter suas obras completas publicadas recentemente pela editora Giostri. Os textos que você fez para o palco te orgulham mais ou menos dos textos que fizeste para a TV?

LCM- São objetivos diferentes, como deixei claro em perguntas anteriores. Tenho orgulho de muitas novelas que escrevi. Gostaria de revê-las em reprises. Trabalhei com os maiores atores do Brasil e isso foi muito bom! Curioso, ultimamente ando bem mais otimista! (risos)

.::Serviço A 12ª Feira do Livro de Joinville ocorre de 10 a 19 de abril no Centreventos Cau Hansen (Teatro Juarez Machado e Expocentro Edmundo Doubrawa). A visitação à feira e participação em todas as atividades é gratuita, de segunda a sábado das 9 às 21 horas e nos domingos das 10 às 20h. Para os espetáculos e palestras há necessidade de retirada de ingressos na secretaria do evento. Confira a programação completa em www.feiradolivrojoinville.com.br. Informações pelo telefone (47) 3422-1133 ou pelo e-mail agendamento@institutofeiradolivro.com.br. Programação SÁBADO (18/4)

20h - Sessão de Autógrafo -"Estradas Paralelas-Vidas Desencontradas" Vera Oliveira (Joinville)

Fonte: anoticia.clicrbs.com.br

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