John Kerry tenta concluir acordo nuclear com o Irã neste sábado

23 de Novembro de 2013 08:55

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John Kerry tenta concluir acordo nuclear com o Irã neste sábado

Secretário de Estado dos EUA desembarcou em Genebra. Irã e potências mundiais parecem se aproximar de acordo

O Irã e seis potências mundiais parecem ter se aproximado, na sexta-feira (22), de um acordo preliminar para restringir o programa nuclear iraniano em troca de um alívio das sanções ao país. Um dos indícios de que um acordo está sendo costurado foi a chegada, neste sábado (23), do secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, que desembarcou no Aeroporto Internacional de Genebra, na Suíça.

O acordo proposto trata da insistência do Irã para que comunidade internacional reconheça seu direito de enriquecer urânio. Isso abriria caminho para intensas negociações iniciadas na quarta-feira (20).

O ministro de Relações Exteriores da Rússia, Serguéi Lavrov, considera que “pela primeira vez en muitos anos o G5+1 (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, mais a Alemanha) e o Irã têm a possibilidade real de chegar a um acordo”, informou a chancelaria russa.

O chanceler Sergei Lavrov chegou na sexta à noite a Genebra e se reuniu com o chanceler iraniano, Mohamad Javad Zarif, e com a chefe da política externa da União Europeia (UE), Catherine Ashton, que está coordenando as negociações com o Irã em nome das seis potências, segundo uma porta-voz russa.

O chanceler francês, Laurent Fabius, manifestou a expectativa de que um acordo seja feito, dizendo a jornalistas em Paris que estava em contato com os negociadores em Genebra. A França assumiu uma posição mais dura do que outras potências ocidentais, e repetidamente pediu às outras cinco potências envolvidas nas negociações para que não façam excessivas concessões a Teerã.

"Enquanto não houver acordo, não há acordo. Vocês sabem a nossa posição (...), é uma posição baseada na firmeza, mas ao mesmo tempo uma posição de esperança de que possamos alcançar um acordo", disse Fabius.

Os EUA e outras potências ocidentais dizem que não existe algo como um direito a enriquecer material - um processo que pode resultar em combustível para usinas nucleares civis, mas também em matéria-prima para bombas -, mas o Irã vê isso como uma questão de soberania nacional, crucial para qualquer acordo que resolva uma década de impasse sobre as suas intenções nucleares.

A República Islâmica também quer um alívio das sanções econômicas em troca de quaisquer concessões nucleares que possam abrandar as suspeitas ocidentais de que o país estaria tentando desenvolver armas atômicas. Teerã insiste no caráter pacífico das suas atividades.

Diplomatas disseram que os novos termos do acordo em discussão não reconhecem explicitamente o direito de qualquer país à produção de combustível atômico. "Se você falar no direito a um programa nuclear pacífico, isso está aberto a interpretação", disse um diplomata à Reuters, sem entrar em detalhes.

Fonte: g1.globo.com

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