Julgamento sobre bancos no STF termina só em 2014; "prejuízo" pode bater R$ 1 trilhão

25 de Novembro de 2013 19:20

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SÃO PAULO - O julgamento dos planos econômicos no STF (Supremo Tribunal Federal) deverá começar nesta 4ª e terminará apenas em 2014, na expectativa dos ministros do supremo. Haverá 29 sustentações orais de advogados e do procurador-geral da República, Rodrigo Janot - o que deverá tomar, ao menos, as sessões desta quarta e quinta-feira.

Ministro relator do processo, Dias Toffoli, se ausentará para tratamento de saúde no início de dezembro, eliminando sua participação nas sessões de 4 e 5 de dezembro. O processo volta à pauta nos dias 11 e 12 de dezembro, mas, com a proximidade do início do recesso, no dia 19 de dezembro, deverá ser jogado para o ano que vem. Com isso, a matéria será retomada apenas em 2014.

Há um temor de que essa ação gere um prejuízo de até R$ 1 trilhão na economia - já que ao retirar os R$ 150 bilhões estimados dos bancos, elimina o fator alavancagem dos empréstimos. Os bancos já possuem R$ 18 bilhões provisionados para esse pagamento.

O governo vem fazendo lobby a favor dos bancos - noticiou a Agência Estado -, principalmente pelo fato de que Banco do Brasil (BBAS3) e Caixa deverão ser os principais afetados, e Guido Mantega, ministro da Fazenda, tem visitado pessoalmente os ministros. Luis Inácio Adams, da Advocacia Geral da União, Alexandre Tombini, presidente do Banco Central e Isaac Ferreira, procurador do BC o acompanham. Dias Toffoli, relator, é tido como um grande aliado.

Fonte: dinheiro.br.msn.com

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