Mulheres se destacam no cenário microempreendedor em Uberlândia

27 de Julho de 2014 14:04

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Mulheres se destacam no cenário microempreendedor em Uberlândia

Elas representam 8.370 dos microempreendedores individuais do município.Comércio varejista de vestuário e alimentos são os mais investidos.

Uberlândia é a terceira cidade do estado referência em Microempreendedores Individuais (MEIs), atrás apenas da capital e de Contagem. Dos 18.129 formalizados, 8.370 são mulheres. O perfil vem se destacando bastante nos últimos cinco anos e, de acordo com a analista do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae-MG), Fabiana Queiroz, essa representatividade no mercado empreendedor constata a independência feminina e financeira.

Os setores em que elas mais ocupam espaço em relação ao público masculino são comércio varejista de vestuário, acessórios e calçados (1.989 mulheres e 610 homens), comércio varejista de produtos alimentícios e restaurantes (231 mulheres e 156 homens), de cosméticos e produtos de beleza em geral (200 mulheres e 99 homens), entre outros.

Para a analista de negócios, o empreendedorismo se tornou uma alternativa para que a mulher pudesse conciliar todas as atividades do dia a dia e, por isso, elas têm investido cada vez mais no segmento. “A mulher empreendedora geralmente é mãe, esposa, dona de casa e empresária. Ao invés de ela buscar vínculo empregatício, ela procura empreender até pela liberdade de conciliar horários, tomar decisões e cuidar da família”, justificou Fabiana.

Nesse contexto, o MEI tem se tornado uma grande alternativa na hora de abrir o próprio negócio pelo fato de o procedimento ser menos burocrático e mais acessível ao microempreendedor. Através do Portal do Empreendedor, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a pessoa consegue se formalizar tendo acesso ao registro no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ).

Os MEIs Os microempreendedores dessa modalidade são pessoas jurídicas criadas pela Lei Complementar nº 128, de 19/12/2008. Para ser um microempreendedor individual é necessário faturar no máximo até R$ 60 mil por ano, não ter participação em outra empresa como sócio ou titular, ter no máximo um empregado contratado que receba o salário mínimo ou o piso da categoria e estar enquadrado na lista de atividades permitidas.

O MEI é enquadrado no Simples Nacional e fica isento dos tributos federais (Imposto de Renda, PIS, Cofins, IPI e CSLL). Assim, paga apenas o valor fixo mensal de R$ 34,90 (comércio ou indústria), R$ 38,90 (prestação de serviços) ou R$ 39,90 (comércio e serviços), que será destinado à Previdência Social e ao ICMS ou ao ISS. Essas quantias serão atualizadas anualmente, de acordo com o salário mínimo.

Mulheres empreendedoras A microempreendedora Bruna Alves de Melo é mãe de dois filhos, tem emprego fixo e há um ano se tornou proprietária de uma loja de roupas infantis no Bairro Lidíce. Antes de abrir o próprio negócio, ela vendia roupas e acessórios de forma informal para contribuir para a renda da família. “Não digo que é fácil ter o nosso próprio negócio, mas garanto que compensou sair da informalidade e estou muito satisfeita. Nesse primeiro momento minha irmã toma conta da loja para mim enquanto trabalho fora e cuido das crianças. Mas vou lá todos os dias e administro”, contou.

A vontade da empreendedora era antiga e surgiu da necessidade que ela observou ao não encontrar para os filhos peças diferenciadas do vestuário infantil. Geralmente ela comprava as roupas fora de Uberlândia e acabou sendo incentivada pelas amigas a revender os produtos na cidade.

O perfil da mulher empreendedora, de acordo com pesquisas do Sebrae-MG, aponta que ela arrisca mais, não tem medo de mudanças drásticas e nem de inovar no negócio. Um exemplo disso é a mineira Andréa Lúcia de Ávila Vilella, que mudou do segmento de confecção de roupas para o setor de serviços.

Andréa trabalha com eventos há 20 anos e também soube identificar o mercado antes de investir. “Eu queria uma empresa que oferecesse todos os serviços para eventos sociais e empresariais em um só lugar. Notei que Uberlândia tinha essa demanda e a oferta era pouca. Então mudei completamente meu público e mercado”, concluiu.

Fonte: g1.globo.com

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