Mesmo em recesso, CPMI da Petrobras recebe pedidos de convocação de Palocci e tesoureiro do PT

29 de Setembro de 2014 22:35

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BRASÍLIA - A CPI mista da Petrobras recebeu nesta segunda-feira os requerimentos do PPS pedindo a convocação do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci e do tesoureiro do PT nacional, João Vaccari Neto. O líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), anunciou no final de semana que apresentaria os pedidos com base nas denúncias apresentadas pela revista Veja. Mesmo com o recesso branco do Congresso por causa das eleições _ ou seja, com os trabalhos suspensos -, os pedidos foram protocolados na CPMI. A próxima reunião da comissão está marcada para o dia oito de outubro, depois do primeiro turno das eleições.

Segundo a revista “Veja”, Paulo Roberto Costa, ex-diretor de abastecimento da Petrobras, declarou à Polícia Federal que, em 2010, Palocci entrou em contato com ele e pediu R$ 2 milhões para o caixa da então candidata à presidência da República Dilma Rousseff, de cuja campanha Palocci era coordenador. Palocci foi ministro do Fazenda do governo Lula. Para o líder Rubens Bueno, a acusação contra Palocci é "extremamente grave e confirma as suspeitas do envolvimento de figuras chaves das nossas instituições democráticas naquilo que parece ser um dos maiores escândalos de corrupção desde o mensalão”.

Já a convocação de Vaccari Neto é feita com base em denúncias publicadas pelo jornal Folha de S. Paulo de que a Polícia Federal encontrou, em computadores de pessoas ligadas ao doleiro Alberto Yousseff, mensagens que apontam para a participação de Vaccari Neto como mediador de contatos entre operadores do doleiro e o fundo de pensão dos empregados da Petrobras, o Petros.

No dia oito de outubro, quando retomar os trabalhos, a CPI mista da Petrobras ouvirá o depoimento de Meire Poza, ex-contadora do doleiro Youssef.

O PPS também apresentou pedido de convocação nesta segunda-feira de Geovane de Moraes, ex-gerente de Comunicação e Abastecimento da Petrobras. Segundo o partido, a revista Época do último dia 27 troxe denúncias sobre um relatório confidencial e documentos da Petrobras ligando o ex-gerente a um suposto desvio de R$ 57,4 milhões em 2008, ano eleitoral.

Fonte: extra.globo.com

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