SP, Porto Alegre e Rio são as capitais com maior estrutura para turismo no Brasil

2 de Dezembro de 2013 22:49

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SP, Porto Alegre e Rio são as capitais com maior estrutura para turismo no Brasil

Índice de competitividade do País é de 58,8 pontos; meta é chegar aos 70 pontos em 2016

As cidades de São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro são as capitais brasileiras com maior potencial turístico no País. Os dados são de um estudo feito pelo Ministério do Turismo, em parceria com a FGV (Fundação Getúlio Vargas), divulgado nesta segunda-feira (2). O levantamento, feito em 65 destinos brasileiros, avalia itens de infraestrutura como higiene, atendimento médico, serviços e atrativos turísticos.

A cidade de São Paulo obteve a maior pontuação com índice de 80,3 pontos na escala que varia de 0 a 100. Em segundo lugar aparece Porto Alegre, com 79,8 pontos, seguido pelo Rio de Janeiro, com 78,7 pontos.

De acordo com o ministro do Turismo, Gastão Vieira, o índice é fundamental para avaliar o desenvolvimento do turismo de cada cidade e a aplicação dos recursos, públicos e privados, que estão sendo liberados para o setor.

— O índice nos permite avaliar o estágio real de desenvolvimento do turismo em cada município ou destino, entender onde as políticas de incentivo funcionaram e onde elas precisam ser repensadas.

Vitória, no Espírito Santo, vai receber o prêmio do Ministério do Turismo por ser a capital que mais evoluiu no índice de competitividade. A capital passou de 66,7 pontos em 2011 para 73,9 pontos em 2013.

A cidade se destacou principalmente pelo segmento empresarial e pela presença de institutos de formação técnica, que capacita a mão-de-obra.

O índice geral de competitividade do turismo brasileiro é de 58,8 pontos. O número subiu 1,3 pontos na comparação com o ano passado, quando o levantamento indicou 57,5 pontos.

A meta do governo é atingir os 70 pontos até 2016. De acordo com coordenador de projetos da FGV, Luiz Gustavo Barbosa, o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer para se tornar competitivo mundialmente no setor de turismo, principalmente no que diz respeito à estrutura das pequenas cidades.

— [O índice] demonstra claramente que a gente ainda tem um espaço muito grande para avançar em relação aos destinos turísticos brasileiros. As capitais são destinos mais desenvolvidos, com estrutura mais apropriada, e pequenos destinos brasileiros ainda precisam de um grande avanço em relação ao turismo.

O secretário nacional de Políticas do Turismo, Vinicius Lummertz, lamenta que os governadores e prefeitos ainda não encarem o turismo como uma prioridade. Segundo ele, existe um discurso de que o setor é valorizado, mas há pouca ação prática.

— O turismo não é ainda uma prioridade dos Estados e municípios que têm potencial turístico. O turismo é uma atividade recente no Brasil, cuja compreensão dos fenômenos econômicos ainda não é total. Existe um discurso de que o turismo é importante, mas para transformar isso em realidade há uma distância.

A expectativa do governo é de que os investimentos em infraestrutura, que estão sendo feitos para a Copa do Mundo e para as Olimpíadas, empurrem os índices para cima nos próximos anos e favoreçam a meta de 70 pontos.

Entre os fatores avaliados, o que mais cresceu foi o de serviços e equipamentos turísticos. Já o resultado das áreas de monitoramento, que identifica a própria potencialidade turística, e de marketing, são considerados os piores.

Durante a pesquisa, a FGV percebeu que a maioria dos destinos não têm plano de marketing. Além disso, 50% dos principais destinos do Brasil ainda não têm página de divulgação na internet em outro idioma.

Fonte: noticias.r7.com

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