Vizinhos da Síria precisam de ajuda para lidar com refugiados

29 de Novembro de 2013 09:50

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«Sem um apoio bem mais sólido aos países da região -- Jordânia, Líbano e outros -, a comunidade internacional não pode ter por garantido que esses países estarão em medida de continuar a aceitar mais e mais dezenas de milhares ou milhões de refugiados sírios», afirmou aos jornalistas o português António Guterres, em Amã, capital da Jordânia, onde se encontra em visita.

O alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados frisou que «este é o momento» para a comunidade internacional «aumentar fortemente» o apoio aos países da região.

Segundo as Nações Unidas, mais de três milhões de pessoas terão já deixado a Síria, na sequência do sangrento conflito que opõe o regime de Bashar al-Assad e grupos insurgentes desde março de 2011.

Os principais destinos são os países da região, nomeadamente Jordânia, Líbano, Turquia, Iraque e Egipto.

Nos encontros que manteve com os líderes da Jordânia - o rei Abdullah II, o primeiro-ministro, Abdullah Nsur, e o chefe da diplomacia, Nasser Judeh -, António Guterres apelou a que facilitem «a entrada de idosos, crianças e famílias» que fogem do conflito na Síria, segundo a agência estatal jordana Petra.

Segundo organizações de direitos humanos, como a Amnistia Internacional, apesar de garantir publicamente que está de portas abertas para recolher os refugiados sírios, a Jordânia tem impedido a passagem de muitos deles.

«Os sírios que obtêm refúgio na Jordânia por razões humanitárias não encontram nenhum obstáculo. É necessário tomar precauções de segurança», disse o primeiro-ministro jordano.

Nesta altura, a Jordânia já acolhe 500 mil refugiados sírios, 100 mil dos quais no campo de Zaatari, na fronteira norte.

Fonte: diariodigital.sapo.pt

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