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Sem maturidade e confiança, Borja foi coadjuvante por cinco anos

10 de Fevereiro de 2017 23:21
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Sem maturidade e confiança, Borja foi coadjuvante por cinco anos

Borja perdeu pênalti importante pelo Santa Fé

Atualmente Miguel Borja é um dos grandes astros do futebol sul-americano. Foi decisivo na Copa Libertadores de 2016, marcou 39 gols na temporada e foi eleito o melhor do continente pelo jornal El País. Agora é jogador do Palmeiras, após uma contratação com valores exorbitantes. Mas nem sempre foi assim. Antes de 2016, quem era Borja? A resposta é um pouco obscura, pois ele nunca tinha sido protagonista em nenhum clube.

De 2011 a 2015, Borja disputou 123 jogos e fez 27 gols (0,21 por partida). Em 2016, em menos de metade dessas partidas (52), ele superou o número de gols que tinha feito na carreira: marcou 39 vezes e atingiu a média de 0,75 gol por partida.

No começo de carreira, em 2011, Borja passou por Deportivo Cali e Cúcuta, mas só foi ter uma sequência de jogos no Cortuluá. Mostrou algumas qualidades, foi campeão sul-americano sub-20 pela Colômbia em 2013, mas não era titular. Então teve uma passagem relâmpago pelo La Equidad e partiu para Europa. Foi contratado pelo Livorno-ITA no meio da temporada 2013/2014.

Então ficou evidente um dos principais problemas de Borja no começo da carreira: a falta de maturidade. De acordo com o jornalista italiano Alex Milone, da TV MediaSet Premium, foi isso que faltou ao colombiano: "era imaturo na época, tinha 20 anos. Talvez seu estilo de jogo não tenha sido bem concebido ao futebol italiano". O time já estava em má fase quando ele chegou e acabou rebaixado. Borja disputou oito jogos não fez sequer um gol.

O que lhe restou foi voltar para América do Sul e defender o Olimpo-ARG. Apesar de ter jogado com frequência, deu outra amostra de imaturidade: foi expulso no começo de um duelo importante contra o Boca Juniors-ARG e deixou a torcida desconfiada.

No mesmo ano saiu para o Independiente de Santa Fé, no qual começou a recuperar a carreira, mas sem a sequência ideal. Ele alternou momentos altos e baixos. Era titular com o técnico Gustavo Costas, mas perdeu moral com Gerardo Pelusso. Tudo piorou quando ele perdeu um pênalti nas quartas de final da Liga Águilla, diante do Junior Barranquilla-COL, logo o clube pelo qual ele torcida na infância. Borja até teve participação no título do Santa Fé na Sul-Americana de 2015, mas outra vez não conquistou a torcida.

Então aconteceu uma mudança fundamental em 2016: Borja voltou para o Cortuluá, clube que já tinha defendido, e foi treinado por Jaime de la Pava, que já o conhecia desde o começo da carreira. Com isso ele ganhou confiança e fez a excelente marca de 22 gols em 25 gols.

Isso foi suficiente para o Atlético Nacional entender que ele podia ajudar na semifinal da Libertadores. O clube tinha vendido Jonathan Copete e Victor Ibarrio, então ele virou a principal referência. O técnico Reinaldo Rueda foi importante para isso. Então Borja fez quatro gols contra o São Paulo e mais um na decisão, contra o Independiente del Valle. A maturidade tinha chegado ao auge. A confiança não poderia ser maior. E até o final do ano foram marcado mais 12 gols.

Depois de uma temporada tão excepcional, a empolgação dos palmeirenses com Borja é natural e difícil de controlar. Mas é preciso olhar para o passado para entender como pode ser o futuro de Borja. O técnico Eduardo Baptista fez isso e parece disposto a também torná-lo a referência do Verdão: “quando fazemos uma contratação de alto valor, temos que ter tudo em mãos. Ver o histórico dele. Não tem lesões, atua em muitos jogos. Custo benefício alto. Quando contratamos um cara desse tamanho, você puxa o passado dele para não cometer erros”. Portanto, confiança não deve faltar.

E de acordo com o editor da Goal Colômbia, Juan Felipe Moncada Rico, ele já desenvolveu a maturidade necessária para dar certo no Palmeiras. "Borja desenvolveu muito seu futebol, passou a ser conhecido e sabe o que é lutar". Parece que o passado obscuro deve ser esquecido. Foi um desenvolvimento tardio, mas aconteceu.

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Fonte: goal.com

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