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Ministério Público pede prisão de Nuzman por tempo indeterminado

10 de Outubro de 2017 04:37
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MPF também solicitou a prorrogação do pedido da prisão temporária do ex-diretor Leonardo Gryner

Nuzman foi detido durante a Operação Unfair Play, um desdobramento da Lava Jato que aponta que houve compra de votos para que o Rio fosse escolhido como sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Na denúncia, os procuradores federais apontaram para a ocultação de bens de Nuzman, incluindo 16 barras de ouro depositadas em um cofre na Suíça, motivaram a prisão. Os procuradores também citaram que Nuzman teve crescimento “exponencial” de seu patrimônio entre 2006 a 2016: 457%.

O advogado João Francisco Neto, do escritório Nélio Machado Advogados, disse nesta segunda que a equipe está atuando na defesa de Nuzman, "gratuitamente, por uma questão humanitária".

A declaração foi dada pelo advogado ao jornal O Estado de S.Paulo, após ser questionado sobre a acusação do Ministério Público Federal (MPF) de que Carlos Arthur Nuzman teria pedido ao COB que contratasse o escritório por R$ 5,5 milhões no dia 25 de setembro - quando já havia estourado a Operação Unfair Play.

Segundo João Francisco Neto, o escritório cancelou o contrato há cerca de uma semana. "Como houve essa divergência da diretoria, o escritório decidiu por bem cancelar o contrato. Não recebemos um centavo sequer deste contrato", disse o advogado. "Até o presente momento, estamos atuando gratuitamente para Nuzman, por uma questão humanitária, independentemente de contrato", completou.

Apesar disso, João Francisco Neto afirmou que o escritório já havia atuado na defesa de diretores do COB neste processo. "Nós prestamos serviços de advocacia para o Comitê nesta operação quando, por exemplo, houve o pedido de cooperação entre França e Brasil. Nos foi solicitada a defesa dos interesses de todos os diretores nesta investigação que se passa na França e culminou na prisão de Nuzman", disse.

Sobre a prisão preventiva de Carlos Arthur Nuzman, decretada nesta segunda-feira pelo juiz Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, João Francisco Neto disse que o escritório dará entrada no pedido de habeas corpus "enfrentando todos os pontos".

Os procuradores do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro (MPF-RJ) alertaram, no pedido de prisão de Carlos Arthur Nuzman, que ele continuava a atuar em benefício próprio usando os instrumentos do COB, bem como a sua influência sobre as pessoas que lá trabalham. Eles citaram um e-mail do presidente afastado do COB do dia 25 de setembro deste ano, em que determinava "face a urgência” no pagamento do escritório Nelio Machado Advogados, que atua em sua defesa.

Fonte: atribuna.com.br

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