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Pais desesperados fazem cela para a filha em casa

12 de Setembro de 2017 20:18
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Tem 31 anos e sofre de uma perturbação mental grave. Sem resposta das entidades públicas de saúde de Serrana, em São Paulo, Brasil, os pais alegam que não estão contentes com a solução da cela, mas não sabem mais o que fazer.

Foram sequelas de uma meningite aos dois meses de idade que deixaram a filha de Petrônio, de 63 anos, e Lázara Gonçalves, de 57, com graves problemas de saúde. A partir dos 20 anos, começou a ficar violenta, relatam os pais ao "G1".

Vítimas de agressões por parte da filha, pais e irmão acabavam por não conseguir impedi-la de sair de casa. A mulher de 31 anos arrombava portas, agredia, fugia e voltava, muitas vezes, com sinais evidentes de agressões físicas e violações sexuais.

A família cedo entendeu que se justificava um internamento numa unidade de saúde mental, com vigilância permanente. Contudo, como não têm possibilidade de pagar a uma instituição privada, aguardam por uma vaga no Estado que parece nunca mais chegar.

A solução da cela não foi do agrado da família Gonçalves, que se dizem desesperados: "Não é isto que queremos para ela". Por um lado têm que proteger-se dos ataques violentos da filha, por outro querem protegê-la de mais agressões sexuais. Por cada uma delas apresentaram uma queixa na polícia.

As autoridades estão a investigar o caso como crime de cativeiro ilegal, mas dizem ter noção de que os pais são pessoas de bem, aflitas, mas sem apoio para tratar a filha.

As investigações centram-se também nas várias autoridades de saúde estaduais e municipais. A polícia quer entender por que não deram resposta adequada ao caso e despistar um possível caso de negligência.

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Fonte: jn.pt

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