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Promotoria acredita em culpa de mineradora no desastre em MG

9 de Novembro de 2015 23:05
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A Samarco - mineradora responsável pela barragem que vazou - afirmou que vai dar licença remunerada a 85% dos funcionários em Minas e no Espírito Santo.

A Secretaria de Meio Ambiente de Minas Gerais embargou todas as atividades da mineradora na região de Mariana. Durante esse embargo, a Samarco só vai poder fazer ações emergenciais, que reduzam o impacto do rompimento e previnam novos danos.

Quem escapou da tragédia, tenta recomeçar do jeito que dá. Uma força tarefa da Polícia Civil foi montada em Mariana para atender quem perdeu os documentos e precisa da segunda via.

“Sem esses documentos eu não acho serviço, não adianta. Com esses documentos fico mais ou menos aliviado”, diz um morador.

E já começou, também, a ser feito o levantamento dos bens que foram destruídos pela enchente de lama. “Não tenho nada. Não tenho casa, não tenho nada. Perdemos tudo”, conta uma mulher.

Cento e setenta e duas crianças das comunidades próximas a Bento Rodrigues estão sem aula. A partir de quinta-feira (12) devem ser remanejadas para escolas de Mariana. Os 600 desabrigados estão temporariamente em hotéis e pousadas da região.

O presidente da Feam, Fundação Estadual do Meio Ambiente, disse que, em Minas, há 735 barragens de contenção de rejeitos de minério cadastradas. Duzentas e cinquenta são fiscalizadas todos os anos. Ele admite que o processo de fiscalização precisa melhorar.

“Acho que a fiscalização de modo geral no Brasil, não só ambiental, a fiscalização de trânsito, polícia ambiental, bombeiro. Há uma necessidade de incremento e isso se aplica em todos os casos e nós temos buscado incrementar não só do ponto de vista de pessoal, mas também de gestão de inteligência”, afirma Diogo Melo Franco, presidente da Feam.

A barragem de contenção de rejeitos é uma estrutura usada para diminuir os impactos da mineração. Para fazer essa contenção, a mineradora faz uma espécie de montanha maciça, de material compactado.

Uma barragem de rejeitos de 70 metros de altura é equivalente a um prédio de mais de 20 andares. Há ainda um filtro vertical, que coleta a água que conseguiu se infiltrar.

O Ministério Público disse que durante o licenciamento de operação da barragem, em 2013, fez várias recomendações à mineradora para garantir a segurança e a estabilidade da construção. Mas muitos pontos não foram esclarecidos.

A promotoria acredita que a mineradora tem responsabilidade direta no acidente.

“Não foi acidente, não foi fatalidade, o que houve foi um erro na operação, e negligência no monitoramento. Nesse momento o Ministério Público se esforça pra de forma rigorosa pra apurar isso pra dar a resposta que a sociedade mineira e sobretudo a sociedade de Mariana nas famílias vitimizadas merecem, a informação adequada sobre a verdade dos fatos e não as versões”, diz o promotor Carlos Eduardo Ferreira Pinto.

O Ministério Público pediu que a mineradora Samarco pague um salário à todas as famílias que foram afetadas pelo desastre.

Fonte: g1.globo.com

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