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'É revoltante. É a pior dor que um ser humano pode sentir', diz parente de adolescente assassinado na Barra

18 de Maio de 2017 23:27
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'É revoltante. É a pior dor que um ser humano pode sentir', diz parente de adolescente assassinado na Barra

A família de Claudson Júnior ainda está em choque com o crime e acredita que Justiça pode ser feita

Com um misto de revolta e muita tristeza, uma familiar de Claudson Alberto Silva Júnior, 15 anos, resume o sentimento de quem convivia com o garoto. “É como se tivesse um vazio. É muito difícil mesmo, eu não desejo isso para ninguém. É a pior dor que um ser humano pode sentir”, disse, emocionada sobre a perda do adolescente, que foi vítima de um latrocínio na Barra.

Após o suspeito da execução do crime ter sido preso pela segunda vez, nesta quinta-feira (18), a mulher revela que o fato de os próprios pais de Giovane Rocha, 22, terem entregado o filho à polícia a levam a ter fé de que o assassino vai pagar pelo que fez. “É por isso que eu ainda tenho esperança. A partir do momento que os pais tomam uma atitude dessas”, comenta.

Apesar da barbaridade do crime, ela acredita que o caso não se transformará em uma mera estatística, ou que o processo se arrastará por anos na Justiça com o suspeito respondendo em liberdade. “Eu acho que o caso dele vai ter um desfecho melhor do que o do desfecho dos irmãos atropelados pela médica”, compara.

Ainda abalada, ela tenta entender o que aconteceu. A mulher parece estar não acreditar no fato de o crime ter acontecido na porta da casa da vítima, quando o adolescente estava bem próximo voltar à segurança do seu lar. "Ele estava abrindo a porta para tocar o violão dele, para jogar LOL (jogo League of Legends)", comenta.

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A facilidade com que os ladrões mataram o seu parente, que reagiu ao assaltado, também a assustou. “Eu fico me questionando muito isso. Um tem um filho (menor envolvido no crime), um outro está esperando um filho (Giovane). Eles não estavam em cima de uma moto, não podiam ir embora?”, fala, ressaltando a inconsequência dos assassinos. “Não foram só dois tiros. Ele tomou um tiro nas costas, dois foram só no braço. É revoltante, é revoltante”, disse a familiar, indignada.

Segundo a delegada Carmem Dolores, titular da delegacia da Barra, ele foi preso por volta das 6h na casa de familiares, no bairro de Nazaré, por uma equipe de policias da 14ª Delegacia, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva.

As informações da investigação indicam que Geovane assaltou dois funcionários de um tabelionado que estavam voltando do almoço, usando um revólver calibre 38. O suspeito, de acordo com a polícia, usava uma motocicleta - no latrocínio, na Barra, ele também usava uma moto.

O preso foi apresentado à imprensa na manhã desta quinta (18). Em depoimento à delegada, Geovane negou a participação nesse assalto que aconteceu na Rua Deocleciano Barreto, na Graça. Ele afirmou que estava com a mãe no dia do crime.

Segundo a delegada, as vítimas do segundo crime identificaram Geovane depois que viram o rosto dele na imprensa, em reportagens relacionadas à morte de Claudson. Ele havia sido preso pela primeira vez cinco dias depois do assassinato do estudante, mas recebeu um alvará de soltura no dia 9 de maio.

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Fonte: correio24horas.com.br

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