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Sismo na Coreia do Norte gera temor de novo teste nuclear

23 de Setembro de 2017 13:36
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Sismo na Coreia do Norte gera temor de novo teste nuclear

Um terremoto de magnitude 3 na escala Richter atingiu neste sábado (23/09) a região nordeste da Coreia do Norte, gerando temores na comunidade internacional de que o regime comunista teria realizado mais um teste nuclear.

O tremor, que aconteceu às 16h09 (horário local, 4h29 de Brasília), foi detectado no condado de Kilju, onde está localizada a base nuclear norte-coreana, onde o regime de Kim Jong-un realizou, no último dia 3, seu sexto teste nuclear.

A suspeita de que um novo teste tenha sido realizado foi levantada pelo Centro Nacional de Terremotos da China (CENC), devido à proximidade com a base e pelas características do sismo, que se parecem com o ocorrido no início do mês.

Porém, a Coreia do Sul e a Organização do Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares (CTBTO), ligada à ONU, garantiram que as causas do tremor foram naturais.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, trocaram uma série de provocações e ameaças nos últimos dias.

Os contínuos testes de mísseis do regime de Pyongyang já geraram dois novos pacotes de sanções do Conselho de Segurança da ONU. E, junto com a retórica belicista de Trump, elevaram nos últimos meses o ambiente de tensão na península coreana.

Kim Il-sung, o primeiro e "eterno" presidente da Coreia do Norte, assumiu o poder em 1948 com o apoio da União Soviética. O calendário oficial do país começa no seu ano de nascimento, 1912, designando-o de "Juche 1", em referência ao nome da ideologia estatal. O primeiro ditador norte-coreano tinha 41 anos ao assinar o armistício que encerrou a Guerra da Coreia (foto).

Após a guerra, a máquina de propaganda de Pyongyang trabalhou duro para tecer uma narrativa mítica em torno de Kim Il-sung. A sua infância e o tempo que passou lutando contra as tropas japonesas nos anos 1930 foram enobrecidas para retratá-lo como um gênio político e militar. No congresso partidário de 1980, Kim anunciou que seria sucedido por seu filho, Kim Jong-il.

Em 1992, Kim Il-sung começou a escrever e publicar sua autobiografia, "Memórias – No transcurso do século." Ao descrever sua infância, o líder norte-coreano afirmou que ao 6 anos participou de sua primeira manifestação contra os japoneses e, aos 8, envolveu-se na luta pela independência. As memórias permaneceram inacabadas com a sua morte, em 1994.

Depois de passar alguns anos no primeiro escalão do regime, Kim Jong-il assumiu o poder após a morte do pai. Seus 16 anos de governo foram marcados pela fome e pela crise econômica num país já empobrecido. Mas o culto de personalidade em torno dele e de seu pai, Kim Il-sung, cresceu ainda mais.

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Fonte: dw.com

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