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"Eu sou boy": o início de tudo

6 de Dezembro de 2017 20:40
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"Eu sou boy": o início de tudo

Clemente (Restos de Nada/Inocentes): O punk, como movimento, veio das periferias de São Paulo. Uma molecada de 13, 14, 15 anos, tudo fodido. A gente, quando tinha emprego, era de office boy. Todo mundo curtia rock, mas estava de saco cheio do rock vigente, que era muito chato. O progressivo tinha desconectado o rock de suas raízes de rebeldia, das músicas de dois minutos para agitar, de falar o que o jovem das ruas sentiam.

Ariel (Restos de Nada/Inocentes): A gente era delinquente juvenil mesmo. E foi o punk que descobriu a gente, não o contrário. Na minha região, na Vila Carolina [bairro da zona norte de São Paulo], a gente já era punk antes de isso ter o nome. Tinha uns 40 punks ali e milhares de outros espalhados nas periferias. Tinha muitos na Freguesia do Ó, no bairro do Limão, mas tudo começou nas vilas Palmeiras e Carolina. Daí veio o pessoal que formou o Restos de Nada, o Condutores de Cadáveres, os Inocentes. O Cólera também vinha ensaiar por aqui.

João Gordo (Ratos de Porão): O Kid Kinil foi o grande pioneiro. Ele era mais velho que a gente e foi o primeiro a ter mídia, programa de rádio. Ele ia para Inglaterra em 1978 e trazia discos que ele tocava na rádio Excelsior. Aí quando saiu o disco da revista "Pop", chamado "A Revista Pop Apresenta o Punk Rock" [1977], com Sex Pistols, Ramones, aí acabou, velho. O pessoal foi aparecendo: o Fabião, o Clemente, o Ariel, O Redson. A galera pensante da época.

Fonte: uol

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