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Tabelamentos, soluções mágicas e a ruína da América Latina

18 de Setembro de 2018 14:35
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Segundo Albert Einstein, fazer a mesma coisa e esperar um resultado diferente é sinal de loucura. Muitos políticos latino-americanos devem ser loucos. Não faltam experiências com tabelamento de preços, mas alguma bem sucedida nunca foi vista. Ainda assim, nossos políticos continuam tentando. O desastre mais recente aconteceu na Venezuela de Nicolás Maduro. O governo definiu um tabelamento de preços de produtos básicos.

Há dois tipos de consequências quando se faz um tabelamento de preços. O primeiro, como foi o caso, quando o preço de tabelamento está abaixo do que seria o preço definido pelo equilíbrio entre a oferta e a procura pelo produto, ou seja, o preço definido pelo mercado. Se o preço está mais barato do que deveria, todo mundo quer comprar o produto, mas ninguém quer vendê-lo. Resultado?

O produto some do mercado, as prateleiras ficam vazias e quem não conseguiu comprar vai ficar sem o produto, como a falta de comida nos supermercados da Venezuela deixa claro. No Brasil, vivemos muitas vezes a mesma história em planos econômicos mal sucedidos na década de 80 e primeira metade da década de 90.

Ocorre a situação oposta quando os preços são tabelados acima do preço de mercado. É o que está acontecendo no Brasil com o tabelamento dos fretes. Quando o preço tabelado é mais alto do que deveria ser, o produtor ou prestador de serviço fica animado em vendê-lo, mas ninguém quer comprar o produto ou serviço e o produtor ou prestador de serviço fica com o produto ou serviço encalhado. Resultado?

Mais uma vez, o tabelamento acaba prejudicando tanto quem quer vender quanto quem quer comprar. No Brasil, o tabelamento do frete foi feito com o objetivo de ajudar quem fazia o transporte, mas os está deixando sem trabalho, a ponto de já surgirem fortes rumores de novas greves.

Fonte: campograndenews.com.br

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