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Temer viaja ao exterior e espera 'refresco' após fim de semana tenso com declarações de Joesley

19 de Junho de 2017 12:25
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Temer viaja ao exterior e espera 'refresco' após fim de semana tenso com declarações de Joesley

Congresso tem semana cheia, com destaque para a reforma trabalhista

A trégua dará tempo ao Senado de avançar com a reforma trabalhista. A previsão é que o projeto seja votado amanhã na Comissão de Assuntos Sociais e no dia seguinte vá para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde o relator Romero Jucá (PMDB-RR) apresentará seu parecer. O governo pretende votar o texto em plenário no início de julho. A oposição, porém, quer adiar a análise para agosto. O texto tem como base a prevalência dos acordos sobre a legislação, dando força às negociações entre patrão e empregado.

Também amanhã, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado discute projeto que trata da garantia da União a empréstimos contraídos pelos estados e municípios. O texto pretende impor um limite na contratação das operações de crédito. Outro projeto da pauta regulamenta duas leis complementares que fizeram a renegociação das dívidas dos estados. Os termos podem facilitar ou dificultar a adesão ao regime de recuperação fiscal.

ESFORÇO CONCENTRADO Já na Câmara dos Deputados, as sessões serão comandadas pelo vice-presidente Fábio Ramalho (PMDB-MG). Foi programado um esforço concentrado para as votações de hoje a quarta-feira para que os parlamentares do Nordeste possam ser liberados para participar das festas de São João, que tradicionalmente deixam o plenário esvaziado. Entre os projetos em pauta está o que muda as regras de arquivamento das propostas no fim da legislatura. O texto suprime o artigo que previa que não seriam arquivadas as propostas com parecer favorável em todas as comissões, aprovadas em turno único, primeiro ou segundo turno, que tenham tramitado no senado, originárias da Câmara, de iniciativa popular, de outro poder ou do procurador-geral da República.

AÉCIO O senador afastado Aécio Neves (PSDB) volta ao foco amanhã, quando a Primeira Turma do Supremo vai analisar um pedido de prisão do ministro Edson Fachin contra ele. O tucano tentou que sua situação fosse analisada pelo plenário mas teve o pedido negado, sendo mantida a avaliação pela mesma turma que na terça-feira passada negou liberdade à irmã dele, Andrea Neves. Ela também entrou com novo recurso, que será decidido no mesmo dia pelos ministros.

O presidente Michel Temer resgata hoje missões diplomáticas e comerciais com o exterior. Uma clara etapa na tentativa de fortalecimento da imagem do governo federal. A viagem é a primeira de Temer desde que esteve em Lisboa, em 10 de janeiro. No período, o presidente viveu altos e baixos, mas segue de pé e procurando mostrar trabalho. E é isso o que pretende mostrar aos outros países. Se por um lado a delação de Joesley Batista, sócio da holding J&F dona da JBS, provocou uma hecatombe na República, por outro, o presidente quer passar a imagem que os efeitos disso não minaram a força política do governo.

Ao lado de uma comitiva composta por auxiliares e parlamentares, Temer ressaltará alguns pontos: conseguiu manter o PSDB na base aliada; a inflação no acumulado em 12 meses que fechará abaixo do centro da meta; a taxa básica de juros (Selic) ficará abaixo de dois dígitos, o que reduz o custo de investimento; a reforma trabalhista se encontra no Senado, com chances de ser aprovada; a da Previdência pode ser votada na Câmara antes do recesso parlamentar, que se inicia em 18 de julho.

Temer também pretende voltar a mostrar que, do ponto de vista diplomático, quer atuar. Ele sabe que, para provar ao mundo a capacidade do governo em permanecer no governo até 2018, precisa marcar presença na agenda internacional. A visita à Rússia, por exemplo, encorpa o ciclo de visitas feitas a países do Brics, grupo composto por Brasil, Rússia, Índia, China, e África do Sul.

A retórica do governo de tirar o país da crise passa, necessariamente, pelas relações comerciais com o mundo, reforça Fernandes. “Será um papel importante do governo procurar novas parcerias e começar saindo desse caos. Até o momento, só havia aprovado (de mais relevante) a PEC do teto dos gastos. Com a aprovação da reforma trabalhista, Temer começará a ter outros horizontes a se preocupar com a percepção internacional do Brasil”, pondera. (Rodolfo Costa)

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Fonte: em.com.br

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