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MP oferece segunda denúncia contra João de Deus por crimes sexuais

15 de Janeiro de 2019 23:54
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Nova denúncia traz os relatos de cinco vítimas. Uma delas contou que foi abusada aos 8 anos e depois aos 13. Justiça negou habeas corpus para o médium.

Os promotores entregaram a denúncia no fim da manhã desta terça-feira (15) no fórum de Abadiânia, cidade onde o médium fazia os atendimentos espirituais.

A nova denúncia traz os relatos de cinco vítimas. Uma de São Paulo e as outras de Goiás. Na época dos fatos, as mulheres tinham entre 19 anos e 47 anos. Uma delas afirma ter sofrido abuso várias vezes e relatou a violência em um diário.

O Ministério Público também incluiu nesta denúncia casos mais antigos que, apesar de já estarem prescritos, foram usados para colaborar com as investigações.

Um dos casos que mais chamaram a atenção foi o de uma mulher de 31 anos. Ela foi vítima quando ainda era uma criança. “Ela foi abusada aos 8 anos de idade e depois aos 13 anos de idade. Esse, até o momento, é o relato de vítima mais nova abusada pelo acusado João Teixeira de Faria”, afirma o promotor de Justiça Augusto Cesar Borges Sousa.

Nesta terça (15), os promotores também entraram com um novo pedido de prisão contra João de Deus no fórum de Abadiânia. De acordo com os investigadores, o médium ou pessoas ligadas a ele estavam ameaçando vítimas e testemunhas.

“A gente entende que qualquer possibilidade de colocação em liberdade do denunciado coloca em risco a instrução desse processo, na medida que essas vítimas vão prestar novos depoimentos e a soltura do denunciado pode trazer constrangimentos e dificultar a produção dessa prova na fase judicial”, explica o Augusto Cesar.

João de Deus já é réu na Justiça de Abadiânia por violação sexual mediante fraude e estupro de vulnerável. O médium está preso em Aparecida de Goiânia desde o dia 16 de dezembro. Nesta terça, o Tribunal de Justiça de Goiás negou um pedido de habeas corpus a favor de João de Deus.

A defesa de João de Deus negou as acusações de abuso sexual; reclamou que o Ministério Público marca os interrogatórios de um dia para o outro, sem dar aos advogados o tempo necessário para ler os documentos.

Fonte: g1.globo.com

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